Flamengo aprova reforma do estatuto e muda estrutura de poder

Proposta estabelece diretoria formada por executivos remunerados e cria novas regras de governança

15 set 2026 - 22h40
(atualizado às 22h40)
Resumo
O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou a reforma estatutária que profissionaliza a gestão e altera a estrutura de poder do clube, que segue como associação civil, sem virar SAF. Com 643 votos a favor e 47 contra, a medida cria diretorias remuneradas para Negócios e Futebol, além de impor regras rígidas contra o nepotismo e fortalecer a governança e fiscalização. A oposição criticou a decisão, alegando que a mudança amplia os poderes de Bap na administração rubro-negra.
Presidente do Flamengo apresentou a proposta –
Presidente do Flamengo apresentou a proposta –
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo / Jogada10

O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou a proposta de reforma do estatuto do clube. A mudança altera a estrutura administrativa rubro-negra e estabelece uma divisão mais clara entre as funções de governança. Foram 643 votos pela aprovação, 47 contra e seis abstenções. Derrotados, opositores interpretam que a medida aumenta os poderes de Bap no clube.

A reforma torna permanente o modelo de gestão profissional adotado pela atual administração e estabelece uma separação mais clara entre governança, supervisão e execução. Foram criados os cargos de diretor-Geral (negócios) e de diretor de Futebol, que abraça o profissional e as categorias de base.

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Presidente do Flamengo apresentou a proposta –
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo / Jogada10

A administração cotidiana do clube ficará sob responsabilidade de uma diretoria profissional, composta por executivos remunerados e selecionados por critérios técnicos. Os órgãos de governança reforçam suas atribuições de definição estratégica, fiscalização e aprovação das decisões estruturantes.

O novo estatuto, aliás, ainda promete regras mais rígidas em relação à nepotismo e à sócios que já tenham ocupado cargos eletivos no Flamengo. Apesar da mudança na estrutura de poder, o Flamengo, portanto, permanece como associação civil. A reforma aprovada, entretanto, não prevê a transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

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