O Flamengo anunciou neste sábado (18) a aposentadoria da camisa 14 do basquete em homenagem a Oscar Schmidt, ícone do esporte brasileiro que morreu na sexta-feira (17). A decisão marca um gesto histórico do clube para eternizar a trajetória de um dos maiores nomes da modalidade no mundo.
Hoje, a camisa 14 deixa de entrar em quadra.
E passa a fazer parte da eternidade.
O Flamengo vai aposentar o número que foi imortalizado por Oscar Schmidt — o maior jogador da história do basquete brasileiro e um dos maiores do mundo. pic.twitter.com/vAWDCXm7y4
— Time Flamengo (@TimeFlamengo) April 18, 2026
Oscar vestiu a camisa rubro-negra entre 1999 e 2003 e deixou marcas importantes no período. Foi campeão carioca em 1999 e 2002, além de ter sido protagonista técnico e simbólico de uma geração que reforçou a presença do basquete do clube no cenário nacional.
A homenagem acontece em meio ao impacto da morte do ex-jogador, considerado um dos maiores pontuadores da história do esporte. Ao longo da carreira, Oscar acumulou números que o colocam em patamar único. Foram 49.973 pontos na carreira profissional, o segundo maior total já registrado no basquete mundial.
Um dos momentos mais marcantes da passagem de Oscar Schmidt pelo Flamengo aconteceu em 2002, quando ele realizou o sonho de jogar ao lado do filho, Felipe Schmidt. Em uma partida contra o Mogi, pelo Campeonato Carioca, o veterano entrou em quadra aos 44 anos enquanto Felipe, então com apenas 16, fazia sua estreia profissional. O episódio ficou marcado pela emoção e simbolizou o lado mais humano da carreira do "Mão Santa", que naquele momento já priorizava mais a experiência de vida do que números ou recordes.
Relembre: Oscar Schmidt viveu momento inesquecível ao jogar com o filho no Flamengo
No ciclo olímpico, o brasileiro disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos, marca que o coloca entre os recordistas de participações. Ele também é o maior pontuador da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos, além de deter o recorde de maior pontuação em um único jogo olímpico, com 55 pontos contra a Espanha em 1988. Em Seul 1988, registrou ainda a maior média de pontos em uma edição, com 42,3 por jogo.
Pela Seleção Brasileira, Oscar também construiu uma trajetória histórica, sendo o maior cestinha da equipe com 7.693 pontos. No cenário internacional, foi reconhecido pela FIBA e entrou para o Hall da Fama do basquete mundial, consolidando sua posição entre os grandes nomes da modalidade.
A camisa 14 do Flamengo nunca havia sido oficialmente aposentada de forma definitiva, apesar de ter sido associada ao jogador durante e após sua passagem pelo clube. Agora, com a decisão oficial, o número passa a ser eternamente ligado ao seu legado.
O gesto do Flamengo reforça a dimensão da carreira de Oscar Schmidt, que transcendeu clubes, seleções e fronteiras, deixando um impacto definitivo na história do basquete mundial.