Diretor de futebol do Flamengo, José Boto deu uma entrevista e comparou situações envolvendo Filipe Luís, ex-técnico e ídolo do Rubro-Negro, com Leonardo Jardim, o novo comandante da equipe. As observações feitas foram relacionadas às posturas dos treinadores no mercado da bola, e não relacionadas ao trabalho de ambos.
Boto pontuou que Leonardo Jardim tem algumas vantagens em relação à Filipe Luís devido ao tempo de experiência que tem como treinador, já que Filipe começou na profissão apenas em 2024, e segundo o dirigente, tem "menos visão" em alguns pontos importantes da temática.
"Ele [Jardim] tem muito mais experiência de perceber, às vezes, como é que o mercado funciona. Porque, às vezes, o que é difícil no trabalho com um treinador é ele não perceber que o mercado não funciona assim. Você não compra um jogador por 10 e, passado um mês, esse jogador não joga, e você não consegue vendê-lo por 10. Isso não existe. Quando você tem mais experiência, sabe que isso não pode acontecer. Você vai perder dinheiro quando você quer vender um jogador que você comprou há pouco tempo e ele não é utilizado".
"São essas pequenas nuances que fazem também a diferença entre trabalhar com um e trabalhar com o outro. Não é melhor, nem pior. É diferente. De todos os novos treinadores que eu tive ao longo de minha carreira, deste lado aqui, todos eles são diferentes. Todos, todos", disse, em entrevista à 'ESPN'.
Depois de pontuar as diferenças entre a forma com que Filipe Luís e Leonardo Jardim lidam com situações envolvendo o mercado da bola, Boto também comentou sobre a ida de Filipinho para o Monaco. O treinador assumiu o comando da equipe francesa e, segundo o dirigente, tem chances de fazer um bom trabalho, mas o cameponato é difícil pro estilo de jogo do brasileiro. Ele citou, ainda, que FL precisará saber lidar com algumas possíveis adversidades.
"Você vê, por exemplo, o De Zerbi (ex-técnico do Olympique de Marselha). Não foi fácil para ele impor aquele estilo num jogo que é muito físico, de muita transição e intensidade. Por outro lado, o Monaco é um clube bom, porque é um clube em que a pressão não é excessiva. E isso vai permitir (ao Filipe) fazer um trabalho com mais tranquilidade. E eu estou convencido de que ele vai conseguir fazer um bom trabalho, mas isso a gente nunca sabe".