Bap avalia perda de mais de R$ 400 milhões no Flamengo com fim das bets: 'Impactos desastrosos'

Presidente da equipe carioca critica decisão do governo federal que deve ser aprovada ainda nesta sexta-feira, 25

25 set 2026 - 17h29
(atualizado às 17h41)
Resumo
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, alertou que a proibição das apostas esportivas pelo governo federal causará um impacto desastroso ao clube, com perdas imediatas estimadas entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões. O time carioca, patrocinado pela Betano por R$ 266 milhões anuais, posicionou-se contra a Medida Provisória que restringe as bets no país, enquanto empresas do setor já notificam equipes das Séries A e B sobre a possibilidade de rescisão imediata dos contratos.

Luiz Eduardo Baptista, o Bap, falou, nesta sexta-feira, 25, sobre o impacto que a possível proibição das apostas esportivas no Brasil terão nas finanças do Flamengo. O presidente do time rubro-negro estimou a quantia milionária que a equipe irá perder com a decisão do governo federal.

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"Isso traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos. A gente estima que as perdas imediatas de receita para o ano que vem sejam de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões e, sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria", disse o dirigente em entrevista à CNN Brasil.

Mais cedo, o clube carioca publicou uma nota onde se posiciona contra a Medida Provisória que restringe a operação das bets em território brasileiro. A ação deve ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nesta tarde.

"O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar. E o resultado pode ser menos segurança para quem investe, menos recursos para o esporte e para o país e menos capacidade de fiscalização sobre a atividade", escreveu o Flamengo em parte do comunicado oficial.

A equipe rubro-negra é patrocinada pela Betano, que concordou em pagar R$ 266 milhões anuais para estampar a marca no espaço mais nobre do uniforme. Este é o atual maior patrocínio do futebol brasileiro. A casa de aposta também patrocina competições nacionais, como o Brasileirão e a Copa do Brasil.

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Empresas do ramo que patrocinam clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro já começaram a notificar os times sobre a possibilidade de rescisão imediata de seus contratos comerciais. Atualmente, 14 dos 20 clubes da elite nacional exibem marcas de bets na parte da frente das suas camisas.

A MP do governo federal será encaminhada para votação do Congresso e tem validade inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60. "Nós vamos acabar com as bets e os times que aprendam a virar times de empresários. Não é uma guerra, é uma decisão", afirmou Lula em ato político com artistas no Rio de Janeiro, na última terça, 23.

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