Bap abre o jogo após Flamengo recusar pedido da FIFA

27 jul 2026 - 22h12

Até poucos dias atrás, o mundo da bola havia parado para a disputa da Copa do Mundo. No Brasil, foram cerca de 35 dias de paralisação nas competições oficiais para que toda a atenção fosse para o evento de seleções masculinas.

Bap, presidente do Flamengo, comemorando título da Libertadores
Bap, presidente do Flamengo, comemorando título da Libertadores
Foto: Adriano Fontes/Flamengo / Gávea News

Em 2027, haverá uma nova pausa na agenda, desta vez para a Copa do Mundo Feminina. O país sede será o Brasil, portanto, diversos clubes de futebol nacionais foram procurados para receberem treinos de delegações.

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O Flamengo foi abordado pela FIFA com pedido para a utilização do Ninho do Urubu. A diretoria rubro-negra, no entanto, recusou o pedido, uma vez que não era obrigatório. O presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, explicou a decisão tomada.

— Não é uma obrigação. A gente não entende que deva parar. Trouxemos todas as atividades que nós tínhamos das categorias de base para dentro do CT. O Flamengo tinha vários campos, mas treinava fora, não usava a infraestrutura que tinha. Nós trouxemos todos esses caras para dentro. Agora, nós temos feito um planejamento entre os campos que temos.

— A gente deve ter, até meados do ano que vem, um miniestádio para 4.500 pessoas. Vai poder ter jogo do futebol feminino. Nós temos um problema na Gávea de capacitação. Aquela arquibancada é condenada, então você não pode botar mais do que 800 pessoas ali. Só os sócios usam isso tudo. Então, tem muita coisa acontecendo no CT, e o investimento no CT é para o Flamengo. Nós não temos nada a ver com a Copa do Mundo de futebol feminino.

Bap conta que o clube considerou o tempo que precisou paralisar todas as suas atividades e deixou de gerar receita, o que refletiu nos cofres rubro-negros.

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— Aliás, é um desafio, porque nós vamos parar o futebol masculino por causa do feminino. Agora (na Copa masculina), foram mais de 70 dias sem receitas. Isso maltrata a gente. Continuamos tendo que pagar salários, (direitos de) imagem, leis sociais, sem ter outras receitas. Então, esse tipo de evento que se sobrepõe ao calendário local, tira datas de você, espreme mais o calendário e te força a ter pressões financeiras que você não teria em um ano convencional.

— O que seria eventual está começando a acontecer todos os anos. Esse ano foi Copa do Mundo (masculina). Ano que vem é Copa do Mundo de futebol feminino. Entendo que não deveria paralisar o futebol, mas aparentemente vai paralisar. Então, o nosso CT está cada vez mais povoado pelas nossas atividades, e não faz sentido sair da nossa casa por causa de um evento extemporâneo que vem, e que é episódico.

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