Atitude da FIFA incomoda Flamengo e Fluminense

15 jul 2026 - 15h13

O planejamento da Copa do Mundo Feminina de 2027 abriu um impasse entre a Fifa e o consórcio formado por Flamengo e Fluminense, responsável pela administração do Maracanã. As divergências sobre o período de uso exclusivo do estádio e de preservação do gramado levaram a entidade a acionar o Governo do Estado do Rio de Janeiro para garantir o cumprimento das obrigações previstas em contrato.

Confirmado como palco da final do Mundial de 2027, o Maracanã também aparece como candidato a receber a partida de abertura. A Fifa firmou um acordo para competição que prevê exclusividade sobre o estádio a partir de 14 dias antes do primeiro jogo. Além disso, o contrato também estabelece um período de preservação do gramado de 28 dias antes da estreia e de cinco dias após a última partida disputada no local.

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É justamente esse intervalo que o Consórcio Fla-Flu tenta reduzir. A intenção visa diminuir o tempo em que Flamengo e Fluminense ficarão impedidos de utilizar o estádio antes da paralisação do calendário do futebol masculino, segundo informações do Ge.

A Copa do Mundo Feminina está marcada para o período entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

Ofício Fifa ao Governo do Rio de Janeiro

Em ofício encaminhado ao Governo do Estado em 24 de junho, a Fifa informou que as negociações com a concessionária continuam em andamento e reforçou a necessidade de cumprimento das obrigações previstas no Contrato de Estádio. O documento cita como pontos em discussão o período de uso exclusivo, a preservação do gramado e as adaptações exigidas para a realização da competição.

Segundo o diretor executivo de operações da Copa Feminina, Thiago Jannuzzi, a concessionária passou a argumentar, após meses de planejamento do torneio, que os prazos previstos no contrato poderiam afetar indicadores de desempenho estabelecidos na concessão do Maracanã junto ao Governo do Estado.

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O consórcio sustenta que atender às exigências da Fifa pode provocar impactos previstos no contrato de concessão. Entre eles estariam a aplicação de penalidades, o aumento da outorga, a redução das notas de desempenho e a incidência de mecanismos de ajuste financeiro.

Foto: Gávea News

Estádio do Maracanã receberá jogos da Copa do Mundo Feminina (Foto: Divulgação)

Condições do Maracanã

Além da utilização do estádio, a Fifa também tratou das intervenções necessárias para adequar o Maracanã ao Mundial. A entidade solicitou que o Governo do Estado participe da avaliação das obras e da elaboração de um plano de ação para executar as melhorias previstas no contrato.

No mesmo ofício, Jannuzzi afirma que as condições atuais do estádio exigirão uma análise das intervenções necessárias para atender às exigências da competição. A Fifa afirma, ainda, que a concessionária também questiona a responsabilidade pelos investimentos, embora tenha assinado os anexos do contrato na condição de autoridade responsável pelo estádio.

A apuração indica que Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura do Rio de Janeiro dividirão responsabilidades pelas obras.

Integrantes do Governo do Estado, entre eles o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Willeman, também receberam o documento. Willeman também ocupa o cargo de vice-presidente do Flamengo.

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Em assuntos relacionados ao Maracanã, Willeman informou anteriormente que se considera impedido de atuar em qualquer tema envolvendo o clube ou o Consórcio Maracanã. O ofício também foi direcionado aos secretários das áreas de Gestão Administrativa e Patrimonial, Grandes Eventos e Esporte e Lazer.

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