Atacante pode gerar lucro milionário ao Flamengo, segundo jornalista

12 ago 2025 - 13h26

O Flamengo vive um momento de movimentações importantes tanto no mercado de transferências quanto na gestão do Maracanã, com perspectivas de ganhos expressivos nos dois campos.

Escudo do Flamengo
Escudo do Flamengo
Foto: Escudo do Flamengo ( Divulgação/ CRF) / Gávea News

No cenário esportivo, a possível transferência de Rodrigo Muniz do Fulham para a Atalanta pode render cerca de R$ 62 milhões ao clube carioca. Revelado pelas categorias de base rubro-negras, o atacante de 24 anos negocia sua ida para o futebol italiano por aproximadamente 35 milhões de euros, mais bônus. Na venda para o Fulham, em 2021, o Flamengo preservou 25% dos direitos econômicos do atleta, além de contar com os 3% do mecanismo de solidariedade da Fifa.

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Se a transação for confirmada nos valores previstos, a fatia mantida resultará em 8,75 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 55,3 milhões. Com o acréscimo da parcela da Fifa, o valor total a ser recebido se aproxima de R$ 62 milhões. Esse montante poderá fortalecer o caixa durante a atual janela de transferências, que permanece aberta até setembro, permitindo novas investidas no elenco.

Enquanto isso, na esfera administrativa, o clube avança no projeto de venda dos naming rights do Maracanã. Em reunião do Conselho Deliberativo na segunda-feira (11 de agosto), foi informado que cinco empresas demonstram interesse ativo, e a diretoria projeta um contrato que pode chegar a R$ 60 milhões por ano. A cifra supera as estimativas anteriores, de R$ 40 milhões anuais, e representaria um recorde no mercado nacional.

A proposta é desenvolvida em conjunto com o Fluminense e inclui também a comercialização dos "Sector Rights", direitos de nomeação para setores específicos do estádio. Essa estratégia ampliaria as receitas e permitiria investimentos em melhorias estruturais e na experiência dos torcedores.

Segundo a diretoria, o objetivo é fechar com empresas de grande porte e renome, preservando a tradição e a imagem do Maracanã, tombado pelo Iphan. O nome oficial, Estádio Jornalista Mário Filho, será mantido, e qualquer modificação visual na fachada exigirá autorização do órgão.

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O plano também prevê a diversificação de atividades no estádio, incluindo eventos corporativos, lazer em dias sem jogos, restaurantes e licenciamento de produtos com a marca Maracanã, com a finalidade de gerar receita contínua.

As primeiras informações sobre a possibilidade de venda dos naming rights surgiram em abril. Em junho, o governador Cláudio Castro expressou dúvidas sobre a viabilidade jurídica, mas deixou claro estar disposto a dialogar sobre o assunto.

"Até agora não teve conversa alguma. Não obtive resposta, mas já pedi um estudo do edital para ver se isso é possível. Fiquei sabendo pela imprensa", afirmou o governador, ressaltando estar "100% aberto ao diálogo".

Assim, com a possível negociação de Muniz e a tratativa para explorar comercialmente o nome do Maracanã, o Flamengo pode garantir uma significativa injeção de recursos, fortalecendo seu planejamento financeiro e operacional.

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