Mesmo com a classificação do Flamengo para a semifinal da Libertadores após o empate em 1 a 1 com o Independiente del Valle, Arrascaeta e Rossi criticaram duramente o gramado do Maracanã. A dupla apontou que o excesso de lama prejudicou o desempenho técnico da equipe e cobrou intervenções urgentes. O estado precário do campo se deve às chuvas históricas de setembro no Rio de Janeiro somadas ao desgaste por sediar 59 partidas em 2024, fatores que impediram manutenções preventivas adequadas.
O empate em 1 a 1 contra o Independiente del Valle garantiu a classificação do Flamengo para a semifinal da Copa Libertadores, mas o estado do gramado do Maracanã roubou a cena logo após o apito final. Apesar do alívio pela vaga conquistada no sufoco, Arrascaeta e Rossi subiram o tom nas entrevistas ainda na saída de campo e dispararam duras críticas às péssimas condições do terreno, apontando que a lama prejudicou o rendimento técnico da equipe.
Ainda no gramado, Arrascaeta alertou para os riscos que o gramado deteriorado impõe ao elenco rubro-negro. O camisa 10 do Flamengo reconheceu as dificuldades técnicas impostas pelo Independiente dell Valle, mas enfatizou que um grupo qualificado necessita de uma superfície digna para produzir o seu melhor futebol em duelos decisivos.
"Mas, para isso, precisamos de um bom campo. Estamos sofrendo muito nesses últimos jogos, o campo cada vez pior. Com o time que a gente tem, ter um campo nessa situação põe mais dificuldade para controlar a bola. Mas, se quisermos ser campeões, temos de encontrar soluções, pois não podemos permitir", cobrou o meia uruguaio de forma incisiva.
Desabafo contundente de Rossi sobre a situação do Maracanã
Logo na sequência, Rossi também não poupou palavras pesadas para definir o estado das pequenas áreas do estádio. O goleiro argentino ressaltou que a lama acumulada nas metas quase comprometeu lances capitais, incluindo a jogada do gol de empate, e expressou apreensão com os eventos futuros previstos para a arena, como uma partida da NFL.
"Depois, falar do campo nem preciso falar. Está na visão de todo mundo. Do jeito que a gente joga, é inacreditável a gente contar com um campo assim. Não sei quem é o responsável, mas é algo inacreditável para o nosso jeito de jogar. As duas áreas estão ruins pra caralho, as duas áreas. Se olhar lá, tem lama pra caralho. Então ainda vai ter um jogo da NFL. Espero que, depois desse jogo, o campo fique melhor", disparou o arqueiro.
Desse modo, a dupla do Flamengo reforçou a necessidade de uma intervenção imediata da administração do estádio antes da fase semifinal do torneio continental. O elenco agora aguarda medidas emergenciais para recuperar a grama enquanto concentra esforços nos próximos compromissos da temporada.
Chuvas no Rio
O cenário precário no piso esportivo reflete diretamente o impacto climático recente na cidade do Rio de Janeiro. A capital fluminense enfrenta o mês de setembro mais chuvoso de toda a história desde o início das medições meteorológicas oficiais. Portanto, o volume recorde de temporais comprometeu a drenagem do estádio, castigando duramente o terreno e transformando áreas inteiras em lamaçais.
Além das fortes tempestades, o desgaste severo decorre da maratona insana de partidas ao longo do ano. O Maracanã já sediou 59 jogos oficiais nesta temporada, divididos entre Flamengo e Fluminense, clubes que gerenciam conjuntamente a concessão pública através do consórcio administrador. Desse modo, o volume excessivo de compromissos impediu qualquer janela adequada de descanso ou manutenção preventiva na grama.
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