Oferecimento

Filho diz que último ano de vida de Oscar Schmidt foi muito difícil e se emociona com legado: 'Vida de conto de fadas'

Felipe Schmidt revelou como foi último ano ao lado do pai e astro do basquete, diagnosticado com tumor cerebral

19 abr 2026 - 21h22
(atualizado às 21h37)
Felipe Schmidt revelou como foi último ano ao lado do pai e astro do basquete, diagnosticado com tumor cerebral
Felipe Schmidt revelou como foi último ano ao lado do pai e astro do basquete, diagnosticado com tumor cerebral
Foto: Reprodução/Globo

Felipe Schmidt, filho de Oscar Schmidt, se emocionou ao lembrar do pai e revelou dificuldades do último ano de vida do astro do basquete. Oscar morreu na última quarta-feira, 17, após um diagnóstico de câncer no cérebro e depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória em casa.

O legado do ídolo do esporte está registrado em um acervo de gravações feitas por ele mesmo, e que Felipe planeja encontrar um meio de eternizar. Em entrevista ao Fantástico, da Globo, neste domingo, 19, ele contou sobre a vida ao lado do pai e o orgulho que sente dele. 

Publicidade

“A gente foi muito privilegiado de ter ele na nossa família como pai, como marido para minha mãe, porque a gente viveu momentos inesquecíveis. Então a gente viveu realmente uma vida de conto de fadas e a gente sempre vivia tudo junto”, disse.

O vínculo entre pai e filho também se traduziu dentro das quadras. Para Oscar, que construiu uma das carreiras mais emblemáticas do esporte brasileiro, dividir o jogo com Felipe foi mais do que um feito esportivo, foi a realização de um desejo pessoal. “O maior presente que eu pude receber na vida”, resumiu o próprio Oscar, em uma das lembranças recuperadas pela família.

Felipe relembra esse período como um capítulo quase cinematográfico. “Foi uma loucura. Meu pai já sabia que ia se aposentar no Flamengo, e aí surgiu a oportunidade de eu jogar com ele. Ganhei acho que sete jogos ao lado dele. Parece que tudo na vida dele era bem roteirizado”, contou.

Ícone absoluto do basquete, Oscar marcou gerações com a camisa 14 da seleção brasileira, transformando talento em identidade nacional. Para o filho, no entanto, a imagem que fica vai além das conquistas. “Essa é uma das camisetas mais icônicas do esporte, mas a história dela se mistura com a história do meu pai”, disse.

Publicidade

Convivendo com a doença

Longe dos ginásios, o último ano de Oscar foi de uma luta silenciosa. Após décadas enfrentando a doença, ele passou por uma terceira cirurgia cerebral, depois da descoberta de um novo tumor. A recuperação, no entanto, trouxe limitações. “Ele passou por algumas sequelas, mas estava ali, presente. Esse último ano foi muito forte. Ele lutou demais, dava para ver que estava tentando”, relatou Felipe.

Diante da gravidade do quadro, a família optou por viver esse momento de forma reservada. “Foi muito duro. A gente não acompanhou da melhor maneira possível, mas ele estava com a gente. Eu acho que ele teve uma boa passagem”, disse emocionado.

“Ver todas essas homenagens mostra a grandeza da carreira dele. Mas, para a gente, importa lembrar da pessoa, do marido da minha mãe, do pai que ele foi para mim”, afirmou.

A família optou por uma cerimônia íntima de despedida, sem velório aberto ao público. Felipe reconhece que alguns fãs possam ter se frustrado, mas explicou que a decisão foi uma forma de confortar a mãe, abalada com a perda.

Publicidade

Legado

Com o luto, o filho escolheu preservar a memória do pai. Oscar deixou um acervo de gravações organizadas ao longo de quase 30 anos. O registro de sua trajetória dentro e fora das quadras é tratado com carinho pelo herdeiro.

“Tudo isso ele fez pelo Brasil, pela seleção, pelo basquete. O mínimo que eu posso fazer é mostrar para as pessoas o quão grande ele foi”, disse Felipe. “Quero que isso chegue às futuras gerações e realmente marque o legado dele”.

Fonte: Portal Terra
Quer ficar por dentro dos resultados e novidades dos esportes?
Ativar notificações