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'É preciso se classificar em campo', diz governo da Itália sobre Copa

Ministro reagiu ao pedido para Fifa trocar Irã pela Azzurra no Mundial

23 abr 2026 - 09h39
(atualizado às 10h31)

O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, criticou nesta quinta-feira (23) a hipótese de a Fifa excluir o Irã da Copa do Mundo de 2026 e convidar a Azzurra, que fracassou nas eliminatórias pela terceira vez consecutiva.

O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi
O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Isso não é oportuno. É preciso se classificar em campo", disse Abodi na sede da Presidência da República, em Roma, à margem de um evento pelos 70 anos da Corte Constitucional.

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Além do ministro, o presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Luciano Buonfiglio, também se manifestou contra essa possibilidade.

"Em primeiro lugar, não acho que seja possível; em segundo lugar, eu me sentiria ofendido. É preciso merecer para ir à Copa do Mundo", afirmou o dirigente nesta quinta.

As declarações chegam após Paolo Zampolli, enviado especial do presidente Donald Trump, ter revelado que pediu à Fifa para tirar a seleção iraniana do Mundial de 2026 e incluir a Itália, que não disputa o torneio desde 2014.

De acordo com o jornal Financial Times, essa solicitação seria uma maneira de Trump se reaproximar da premiê italiana, Giorgia Meloni, alvo de críticas do presidente por ter defendido o papa Leão XIV e por ter negado o uso de uma base americana na Sicília para operações bélicas contra o Irã.

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O país persa está no grupo G da Copa, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e fará todas as suas partidas da primeira fase nos EUA. Em março, após o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, o Irã chegou a indicar que não aceitaria jogar em solo americano e a pedir para a Fifa mudar as partidas para o México, mas não foi atendido.

Trump, por sua vez, disse que os jogadores iranianos seriam bem-vindos, mas que a participação da República Islâmica na Copa não seria "apropriada". A Fifa não comentou a declaração de Zampolli, que já havia feito uma tentativa semelhante em 2022, quando a Itália também não se classificou para o Mundial.

O enviado especial é um empresário ítalo-americano que vive nos EUA há mais de 30 anos e o responsável por apresentar Trump à atual esposa do mandatário, Melania.

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