Cristiano Ronaldo marcou na vitória do Al-Nassr por 3 a 0 sobre o Al-Diriyah, chegando a 980 gols na carreira e ficando a 20 do milésimo. O feito ocorreu dias após o atacante abandonar a seleção portuguesa por atrito com o técnico Jorge Jesus, que o deixou no banco contra a Noruega após prometer utilizá-lo. Ronaldo criticou a postura do treinador, aceitou possíveis punições da federação, mas reiterou seu desejo de continuar defendendo Portugal, enquanto Jesus preferiu não rebater a polêmica.
O Al-Nassr derrotou o Al-Diriyah por 3 a 0 nesta sexta-feira, 9, e conquistou sua sexta vitória na atual edição do Campeonato Saudita. Cristiano Ronaldo abriu o placar no confronto, poucos dias depois de entrar em atrito com Jorge Jesus, e se aproximou da marca do milésimo gol.
Na marca de 23 minutos, Cristiano aproveitou o rebote dado pelo goleiro Waleed Abdullah no chute de Kingsley Coman e balançou as redes no triunfo da equipe de Riade. O também português Samú e o próprio Coman fecharam a contagem.
Ronaldo chegou na marca de 980 gols anotados na carreira, ficando a 20 de alcançar o tão sonhado milésimo. Ele ainda terá pela frente nesta temporada mais 26 partidas da liga nacional e, ao menos, mais sete confrontos da primeira fase da Champions League Elite da Ásia.
O retorno ao futebol saudita acontece nove dias após o atacante de 41 anos abandonar a concentração da seleção portuguesa durante a realização da Data Fifa. A atitude ocorreu depois do jogador aquecer e não entrar em campo na vitória por 2 a 1 sobre a Noruega pela Liga das Nações da Uefa.
Depois do jogo, Jorge Jesus afirmou que pretendia utilizá-lo por cerca de 30 minutos, mas que as circunstâncias do duelos o fizeram mudar de ideia. Em comunicado divulgado na última terça, 6, Cristiano Ronaldo afirmou que recebeu do próprio técnico a informação de que jogaria o tempo estipulado. Quando não foi utilizado, ele entendeu que Jesus havia faltado com a palavra.
Cristiano também ressalta que Jorge errou ao mandar um jogador da dimensão de Pelé ou Maradona aquecer para depois não colocá-lo em campo, que aceita eventual punição da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e que pretende continuar disponível para defender seu país.
Sobre a carta de Ronaldo, o treinador de 72 anos evitou falar sobre as críticas recebidas. "Li o comunicado, e agora, como faço todos os dias, vou para a federação trabalhar, pensar na equipe e na seleção", disse para jornalistas na saída de sua casa nesta quarta, 7.