Perdigão, ex-jogador do Corinthians e campeão do mundial pelo Internacional, foi agredido por um policial militar na saída do jogo entre São Joseense x Operário, na Vila Capanema, em Curitiba, pelo Campeonato Paranaense. Ao Estadão, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que instaurou procedimento para apurar os fatos e determinou o afastamento imediato do militar para funções administrativas e encaminhou o servidor para avaliação psicológica. A corporação ressaltou, ainda, que a conduta relatada não condiz com o preparo e com o trabalho das forças de segurança do Paraná.
"Em todo o momento tentei apaziguar a situação, me afastando e demonstrando que não havia qualquer intenção de confronto. Não fui violento, não fui rude e não reagi à agressão. Ainda assim, a violência aconteceu de forma totalmente gratuita e injustificável. Reforço que, como cidadão, temos direitos que precisam ser respeitados. Violência, especialmente vinda de quem tem o dever de zelar pela nossa segurança, é inadmissível. Informo que todas as medidas cabíveis já estão sendo tomadas, e espero sinceramente que o responsável seja devidamente responsabilizado", completou.
Perdigão é natural de Curitiba e foi revelado pelo Paraná Clube. Após passar por times locais e equipes de menor expressão, ele despontou no cenário nacional com a camisa do Internacional, clube pelo qual foi campeão da Libertadores (2006), Mundial de Clubes (2006) e Recopa Sul-Americana (2007).
A Federação Paranaense de Futebol (FPF) divulgou uma nota oficial repudiando a agressão contra o ex-jogador. "Desde o início da atual gestão, Perdigão participa regularmente como comentarista do programa 'De Primeira', no YouTube da Federação, sendo figura constante nas nossas redes sociais e construindo uma relação de respeito e amizade com todos", diz um trecho do comunicado.
"Acompanharemos os desdobramentos com a atenção necessária, certos de que futebol e violência não combinam", concluiu a FPF.