Os principais problemas que Fernando Diniz precisa corrigir no Corinthians

Novo treinador tem desafios a enfrentar para recolocar o clube do Parque São Jorge no caminho das vitórias.

9 abr 2026 - 05h41
(atualizado às 05h41)

Fernando Diniz teve apenas dois treinamentos antes de estrear no comando Corinthians, às 21 horas desta quinta-feira, contra o Platense, na cidade argentina de La Plata. A expectativa para o jogo de estreia na Libertadores, contudo, é de que o time já mostre algumas características próprias do estilo do treinador.

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Antes de tudo, entretanto, a prioridade é corrigir problemas que levaram a equipe a passar nove jogos sem vencer, sequência que culminou na demissão de Dorival Júnior. Diniz foi contratado porque a diretoria alvinegra acredita que o time pode render mais ofensivamente. O mau desempenho está muito claro nos números do Campeonato Brasileiro: apenas oito gols marcados em 10 rodadas, o pior ataque de toda a competição.

Na atual série negativa, foram apenas cinco gols marcados. Melhorar o setor ofensivo, portanto, é um dos pontos cruciais, ainda mais frente à avaliação de que o elenco tem jogadores com qualidade técnica o suficiente para apresentar um futebol agressivo.

O momento ruim do ataque corintiano é um reflexo da queda de rendimento de jogadores que foram importantes para as conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil no ano passado. A deficiência começa já na criação de jogadas, independentemente de quem esteja responsável por essa função. Seja com Rodrigo Garro ou com Breno Bidon, o setor de armação da equipe tem sido praticamente estéril.

Diniz não descarta utilizar os dois juntos, opção que não vinha sendo considerada por Dorival. "Podem atuar juntos, não quer dizer que vão jogar juntos. Depende de como se adaptam. Da maneira que eu vou propor não é uma afirmação mas é uma possibilidade. Se conseguirem, teremos um ganho técnico importante", afirmou o treinador, que também tem opções como Carrillo e Zakaria Labyad para a função.

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As jogadas de velocidade que funcionavam ao longo de 2025, muito em razão da movimentação de Yuri Alberto, já não são mais executadas. Há, inclusive, muita responsabilidade concentrada no atacante. Ele fez bastante falta no período em que ficou lesionado, mas seu retorno não provocou o efeito esperado.

O estilo de jogo que deu certo no ano passado é muito dependente de Yuri, que viajou para a Argentina mesmo após ter retirado o siso. Encontrar alternativas a esse formato que gira em torno do artilheiro da Arena é mais um dos desafios enfrentados por Diniz. Ainda na parte da frente, há a missão de reerguer Memphis Depay, desfalque por lesão na coxa, e encaixar o britânico Jesse Lingard em seus planos.

Ajustes também são necessários à defesa do Corinthians, cujos erros ficaram evidentes nas últimas partidas. Também está bastante claro o quanto o time tem vivido dificuldades em aproveitar a atmosfera da Neo Química Arena a seu favor.

O desempenho oscilante com mandante, que já foi observado em alguns momentos no ano passado, tem comprometido a temporada do clube, derrotado por Bahia, Palmeiras, Coritiba e Internacional em Itaquera neste ano - são quatro derrotas, dois empates e apenas três vitórias.

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É bastante óbvia a dificuldade da equipe para reagir em situações adversas, até mesmo jogando em casa. A máxima reação obtida é para buscar empates, como foi contra o São Paulo e o Flamengo. Trazer impacto emocional aos jogadores está na lista de prioridades de Fernando Diniz.

"A principal característica dos times que eu dirijo é ter muita vontade. Acham que a parte tática tem uma prevalência para mim que nunca vai ter. Não tem parte tática que compense a vontade. A gente tem de ter desejo e coragem, isso é o mais importante. É um time que dois meses atrás estava ganhando a Supercopa do Brasil", disse.

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