MP pede intervenção em gigante do futebol brasileiro; saiba mais

Promotoria aponta falhas graves na gestão e questiona aprovação de contas recentes de clube paulista

4 mai 2026 - 18h06
(atualizado às 18h06)
Neto reeprende Corinthians após derbi
Neto reeprende Corinthians após derbi
Foto: Alexandre Schneider/Getty Images / Esporte News Mundo

O Corinthians voltou ao centro de uma nova polêmica nos bastidores. Segundo matéria do ge, o Ministério Público de São Paulo solicitou intervenção judicial no clube após apontar irregularidades na aprovação das contas de 2025.

O pedido foi feito pelo promotor Cássio Conserino, que argumenta haver nulidade no processo de aprovação e indícios de gestão temerária, principalmente pelos números apresentados no balanço financeiro.

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Entre os pontos levantados, está a participação de Haroldo Dantas em reunião do Conselho Fiscal. Segundo o MP, ele estava impedido de atuar por conflito de interesses, mas ainda assim participou do encontro e assinou a ata que recomendou a aprovação das contas com ressalvas.

O promotor também critica o papel do CORI, órgão responsável pela orientação interna, por não identificar a irregularidade nem propor medidas corretivas. Além disso, aponta que o Conselho Deliberativo ignorou alertas ao aprovar as contas, mesmo diante de um déficit de R$ 143 milhões e uma dívida superior a R$ 2,7 bilhões.

Foto: Mauro Horita/Getty Images / Esporte News Mundo

"Iniludivelmente estamos assistindo uma ineficácia sistêmica e institucionalizada dos órgãos de controle do Corinthians que demanda urgente intervenção judicial", escreveu o promotor no documento.

Ele ainda destacou a falta de medidas concretas para enfrentar a situação financeira do clube. "Não foi enfrentada a questão da continuidade operacional, nem apresentado qualquer plano para reduzir o déficit ou a dívida", completou.

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O novo pedido será anexado ao inquérito já em andamento na Justiça. Vale lembrar que, em 2025, o Ministério Público já havia aberto investigação para apurar possíveis irregularidades na gestão do clube, incluindo o uso de cartões corporativos.

Agora, caberá ao Judiciário analisar os documentos e decidir sobre a possibilidade de intervenção no Corinthians.

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