O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu a votação do novo estatuto do Corinthians após recurso de três associados. A decisão baseia-se na rejeição prévia do texto pelo Conselho Deliberativo e na falta de atribuição do Cori para propor alterações, visando evitar impactos no processo eleitoral. O presidente do Conselho, Romeu Tuma Júnior, confirmou o cancelamento da assembleia, e o clube agora tende a adiar a reforma estatutária para o próximo triênio, ainda sem nova data definida.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu a Assembleia Geral que iria votar o novo estatuto do Corinthians neste sábado (19/09). A suspensão vale até que a apelação apresentada por três associados seja julgada ou que o relator tome uma nova decisão. A informação inicial foi do "Meu Timão".
No entanto, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, confirmou que o pleito não vai ocorrer.
"A Presidência do Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista comunica que a Assembleia Geral Extraordinária convocada para 19 de setembro de 2026 (amanhã) está suspensa por decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", escreveu em nota oficial.
O desembargador sustenta a decisão no artigo 97 do estatuto do Corinthians. Ele apontou que o Conselho de Orientação (Cori) não teve a atribuição de propor mudanças aceita. Além disso, destacou que o Conselho Deliberativo rejeitou o texto-base.
"Nesse contexto, a suspensão temporária mostra-se adequada e reversível, preservando a utilidade do julgamento da apelação. A medida, ademais, não representa juízo definitivo sobre a validade das propostas nem ingerência no mérito das escolhas associativas. Destina-se apenas a preservar a situação existente, diante da relevância dos fundamentos recursais e da possibilidade de produção imediata de efeitos eleitorais de difícil recomposição", escreveu o desembargador na decisão.
Como seria a votação
A votação da reforma do estatuto seria no sábado (19/09), no Parque São Jorge, entre 9h e 17h (de Brasília). Apenas associados com pelo menos cinco anos de adimplência poderiam participar e votar nos 11 tópicos específicos.
Com a suspensão, não há um novo prazo para o pleito ocorrer. Em vias de entrar em período eleitoral, a tendência, portanto, é que o Corinthians deixe para votar seu estatuto no próximo triênio.
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