O volante José Martínez se manifestou pela primeira vez nesta quarta-feira (21) sobre sua ausência no Corinthians, que dura quase um mês. O jogador permanece na Venezuela enquanto aguarda a emissão de um novo passaporte e trabalha com a expectativa de retornar ao Brasil até o fim da semana para retomar as atividades no CT.
Por meio de uma publicação em sua rede social, Martínez afirmou que deseja treinar e atuar normalmente pelo Corinthians. Segundo o atleta, a pendência documental impede o retorno imediato. Ele também declarou que mantém comunicação constante com a comissão técnica e com a diretoria alvinegra, às quais informa cada etapa do processo relacionado ao passaporte.
Enquanto isso, o Corinthians acompanha a situação e aguarda a reapresentação do volante para definir eventual aplicação de multa em razão da ausência nos treinamentos. O elenco do Timão tem trabalhado desde o dia 3 de janeiro.
Por conta da viagem, Martínez não participou das três primeiras partidas do Corinthians em 2026, contra Ponte Preta, RB Bragantino e São Paulo. O volante também não atuará no clássico diante do Santos, nesta quinta-feira (22), e não deve integrar a lista de relacionados para o confronto contra o Velo Clube, no domingo (25).
Entenda o "sumiço" de Martínez no Corinthians
O volante não voltou aos trabalhos no início de janeiro e causou incômodo na comissão técnica e na direção do Corinthians. Isso porque o jogador aproveitou as férias para renovar seu passaporte na Venezuela. O documento antigo impediria sua participação em jogos internacionais, como na fase de grupos da Libertadores, competição que o Corinthians disputa nesta temporada.
Entretanto, o processo acabou atrasado por conta da crise política e diplomática que atingiu o país logo nos primeiros dias do ano, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiu o país e capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Desde então, o jogador manteve contato apenas com o executivo de futebol, Marcelo Paz, e o gerente do departamento de análise de desempenho, Renan Bloise, de apontou a "Itatiaia". Segundo o "Meu Timão", o jogador não respondeu sequer às mensagens do técnico Dorival Júnior.
Vale lembrar que Martínez não foi o único jogador a sofrer com a crise política e diplomática na Venezuela. Jefferson Savarino, do Botafogo, também não conseguiu retornar ao Brasil na data correta graças ao fechamento do espaço aéreo do país. O próprio Corinthians sofreu com situação semelhante no elenco feminino. A volante Day Rodriguez foi mais uma atleta que teve dificuldades de voltar aos trabalhos e precisou pegar três vôos para retornar ao Brasil.
Veja o comunicado de José Martínez
"Escrevo essa nota para me posicionar a respeito das diversas matérias que estão sendo veiculadas no Brasil a meu respeito. Inicio explicando: sou venezuelano e, recentemente, meu país passou por um processo de ruptura inesperada no Governo. Isso, é claro, dificulta o acesso a serviços básicos prestados pelos órgãos da Venezuela, o que vem atrasando a possibilidade de renovação de meu passaporte.
Além de ser um documento de viagem, meu passaporte é o que me dá direito a atuar no Brasil, com meu visto de trabalho, e viajar internacionalmente para defender a camisa do Corinthians.
Sou um empregado do Corinthians, clube que defendo com toda a minha raça e amor, time pelo qual eu subo aos gramados mesmo quando as dores me afastariam dele. Estaria muito mais feliz se tivesse iniciado a temporada junto aos meus companheiros, treinando, defendendo essas cores e ajudando o Timão a conquistar vitórias e títulos. Mas por motivos já explicados, hoje eu não consigo fazer isso.
Deixo claro que a comissão técnica e diretoria do Corinthians têm total ciência de todos os passos que estou tomando, por meio de contatos frequentes e sempre respondidos por mim. Espero que essa situação seja regularizada logo. Sinto falta do 'Bando de Loucos' gritando na Neo Química Arena lotada. Em breve estarei de volta a fazer o que mais amo por esse gigante clube. Nos vemos logo!"
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