Diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovesan confirmou, nesta quarta-feira (1/4), que o clube paulista negocia a forma de pagamento da dívida com Memphis Depay. De acordo com o dirigente, o Timão terá um valor próximo de R$ 42 milhões ao holandês. O vínculo do atacante com o clube vai até 20 de junho de 2026, e a tendência é de que haja uma tentativa de renegociação para reduzir os custos.
"É uma negociação com ele e o estafe para ver como a gente vai parcelar. Não temos como fazer um pagamento de uma forma só. Temos que negociar para ver a melhor forma de fazer esse pagamento. Vamos pagar? Vamos pagar. O formato a gente ainda precisa ver. E ele é ciente disso", explicou ao podcast "Alambrado Alvinegro".
O diretor também questionou o modelo de contrato firmado com o atacante. Afinal, prevê bonificações atreladas a desempenho individual.
"Eu jamais faria [esse tipo de contrato]. Não concordo, mas está lá o contrato e eu tenho que honrar. O jogador veio para jogar bola, para fazer gol, para dar assistência. Por qual razão eu tenho que pagar premiação se ele faz não sei quantos gols, se ele dá não sei quantas assistências? Isso você pode ter, como ele tem, premiação por ganhar campeonatos. Isso faz parte. Agora, ficar pagando por gols… Eu acho que o jogador veio para jogar bola, para fazer gol. Não faria isso jamais. Mas assumimos o contrato e vamos ter que honrar. Em hipótese alguma vamos deixar de fazer isso", disse.
Ajuda de patrocinadores?
Emerson Piovesan também comentou se os patrocionadores auxiliam a pagar os vencimentos de Memphis. No entanto, ele revelou que esse apoio financeiro já não existe.
"[O patrocinador] não está mais participando [dos pagamentos]. Participou até o fim do ano. Ele próprio se dispõe, está muito interessado em ficar no Corinthians e se dispõe a ajudar. E nós falamos: 'Tudo bem, se arrumar um patrocínio que pague a parte que interessa, tudo bem'. E aí vamos fazer qualquer tipo de contrato com ele, marketing com ele, usar a imagem. Ele se coloca à disposição para fazer isso. Também existe essa possibilidade".
A diretoria, portanto, é oferecer um salário mais compatível com a realidade do Corinthians, deixando parte dos ganhos vinculada a acordos comerciais e ações de marketing.
"Nós estamos discutindo internamente, com o Marcelo, que a gente tenha um salário para ele de acordo com o que a gente tem e mais nada. Os outros benefícios ele poderia conseguir via patrocínio ou coisas desse tipo. Ou a gente auxiliar nisso, mas não o Corinthians arcar como arca hoje".
Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.