Corinthians suspende parcela da Arena enquanto negocia com a Caixa

Clube deixou de pagar R$ 28 milhões em setembro e tenta usar ativos comerciais para quitar dívida de R$ 630 milhões

1 out 2026 - 14h58
(atualizado às 14h58)
Resumo
O Corinthians suspendeu o pagamento de R$ 28 milhões da parcela da Neo Química Arena após aval da Caixa, visando negociar a quitação total do passivo de R$ 630 milhões. O plano inclui ceder os naming rights ao banco estatal, além de transferir operações bancárias e produtos financeiros. O clube também solicitou a liberação de R$ 27 milhões retidos para aliviar o fluxo de caixa, enquanto articula a compensação com a Hypera Pharma. O desfecho deve ocorrer após a eleição em novembro.
Clube busca acordo para encerrar dívida e avalia entregar naming rights ao banco –
Clube busca acordo para encerrar dívida e avalia entregar naming rights ao banco –
Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians / Jogada10

O Corinthians não pagou a parcela de setembro da dívida da Neo Química Arena e tenta avançar em um acordo com a Caixa Econômica Federal para encerrar o financiamento. O valor da prestação era de aproximadamente R$ 28 milhões.

O clube quitou as duas primeiras parcelas de 2026, que somaram cerca de R$ 56 milhões. Segundo dirigentes corintianos, a Caixa aceitou a suspensão do terceiro pagamento enquanto as partes discutem uma nova solução para o passivo do estádio.

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Clube busca acordo para encerrar dívida e avalia entregar naming rights ao banco –
Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians / Jogada10

Naming rights entram na proposta do Corinthians

A dívida da Arena está estimada em R$ 630 milhões. A principal proposta do clube envolve a cessão dos naming rights ao banco estatal, além disso, outros ativos comerciais que poderiam compor a operação. O Timão calcula que a propriedade comercial do nome do estádio tenha valor próximo de R$ 70 milhões por ano. Atualmente, a Hypera Pharma paga cerca de R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, desde 2020.

Além disso, a ideia também inclui produtos financeiros, como títulos de capitalização, cartões vinculados ao Fiel Torcedor e a transferência das operações bancárias do Corinthians para a Caixa. O banco poderia explorar o nome da Arena durante um período definido no eventual acordo.

Na reunião realizada em Brasília na semana passada, os dirigentes ainda solicitaram a devolução de R$ 27 milhões mantidos em uma conta reserva. O dinheiro faz parte da estrutura criada na renegociação de 2022 e, segundo o clube, ajudaria a aliviar o caixa em meio à crise financeira.

Uma mudança nos naming rights, por outro lado, também exigiria uma solução com a Hypera. O Corinthians estuda oferecer propriedades comerciais de outras instalações, como o CT Joaquim Grava, para evitar o pagamento de multa pela saída antecipada do contrato atual.

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A diretoria de Osmar Stabile considera a dívida do estádio um dos principais problemas financeiros do clube e trabalha para encerrá-la. Apesar do avanço relatado internamente, a expectativa é que uma solução definitiva possa ficar para depois das eleições do Corinthians, marcadas para 28 de novembro.

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