Corinthians quita imagem de elenco feminino e busca pagar premiação

Diretoria alvinegra regulariza folha de setembro após vice do Brasileirão e corre para zerar pendências antes da Libertadores

5 out 2026 - 23h17
(atualizado às 23h29)
Resumo
Após o vice no Brasileirão, o Corinthians quitou os direitos de imagem atrasados de setembro do time feminino para conter desgastes internos. A diretoria ainda busca recursos para quitar bônus e premiações pendentes, alvo de críticas públicas da técnica Emily Lima sobre a instabilidade no clube. A cúpula alvinegra promete solucionar os débitos restantes antes da estreia da equipe na Copa Libertadores, visando garantir foco total na disputa continental.
Jaqueline, atacante do Corinthians –
Jaqueline, atacante do Corinthians –
Foto: Reprodução de vídeo - Legenda: Jogadoras do Corinthians na final do Brasileirão / Jogada10

O Corinthians efetuou o pagamento da parcela atrasada referente aos direitos de imagem do elenco de futebol feminino nesta segunda-feira (5). O repasse quitou os débitos acumulados do mês de setembro com as atletas alvinegras e amenizou o desgaste interno entre o grupo e a cúpula alvinegra.

A diretoria do clube, contudo, ainda busca recursos financeiros para liquidar os bônus e as premiações estabelecidas em metas contratuais. A gestão institucional promete resolver as pendências financeiras restantes nos próximos dias para evitar novos atritos no ambiente de trabalho.

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Jaqueline, atacante do Corinthians –
Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians / Jogada10

Corinthians busca estabilidade financeira após vice-campeonato

O Corinthians regularizou parte dos vencimentos logo após perder a decisão do Campeonato Brasileiro Feminino para o rival São Paulo. O empate por 1 a 1 no estádio do Morumbis não evitou o revés agregado de 3 a 2 no placar geral, deixando o time alvinegro com a segunda colocação do certame nacional. Desse modo, a técnica Emily Lima cobrou publicamente soluções para o impacto negativo da instabilidade institucional no rendimento esportivo.

"Incomoda. Gera uma insegurança para as jogadoras e para todo o estafe. A bomba pode estourar a qualquer momento, a gente não sabe de nada. A gente procura não saber, e impacta no momento de uma contratação, que eu não posso fazer", declarou a técnica.

Anteriormente, o grupo sofreu com a turbulência administrativa gerada pelas disputas eleitorais e pelas restrições orçamentárias vigentes no Parque São Jorge. Além disso, as jogadoras precisaram conciliar a cobrança por resultados em campo com a incerteza gerada pelos atrasos recorrentes no cronograma de pagamentos.

Por fim, a comissão técnica alvinegra direciona todo o foco para a estreia na Conmebol Libertadores Feminina diante do Colo-Colo, marcada para o próximo dia 15, em Quito. Já que a competição continental exige concentração máxima, os dirigentes alvinegros consideram urgente zerar as pendências para dar tranquilidade às atletas na busca pelo troféu no Equador.

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