Seleção tem palestra sobre arbitragem para Copa do Mundo

Rodrigo Cintra, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, falou com atletas na Granja Comary sobre as mudanças das regras para competição

29 mai 2026 - 23h55
(atualizado às 23h55)
Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, detalhou as mudanças nas regras –
Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, detalhou as mudanças nas regras –
Foto: Rafael Ribeiro / CBF / Jogada10

Jogadores e integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira assistiram na noite desta sexta-feira (29), na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), a uma palestra sobre as mudanças na arbitragem para a Copa do Mundo. Pela primeira vez, um Mundial implementará as novas resoluções da International Football Association Board (IFAB), entidade que determina as regras do futebol.

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, comandou o encontro. Ele explicou as alterações em protocolos do VAR, tiros de meta, laterais e substituições, entre outras situações. O objetivo da FIFA é otimizar o tempo de bola rolando ao longo dos 90 minutos.

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A arbitragem já aplicará as novas regras no amistoso do Brasil contra o Panamá, neste domingo (31), às 18h30 (de Brasília), no Maracanã. Uma equipe alemã comandará o apito, com Daniel Schlager no papel de árbitro principal, Sven Washitzki-Günther e Rafael Foltyn como assistentes, e Florian Badstübner na função de quarto árbitro. Pascoal Müller e Robert Schröder operarão o VAR.

Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Rodrigo Cintra, detalhou as mudanças nas regras –
Foto: Rafael Ribeiro / CBF / Jogada10

As mudanças da arbitragem

VAR

O VAR corrigirá cartões vermelhos oriundos de um segundo amarelo claramente incorreto. Além disso, vai alertar o árbitro de campo em casos de erro de identidade na aplicação de cartões. Nessas situações disciplinares, a tecnologia alterará apenas o jogador punido, sem o poder de revisar a existência da falta em si — exceção feita aos lances de pênalti ou gol. A ferramenta, aliás, passará a corrigir escanteios e tiros de meta concedidos de forma errônea, desde que a interferência ocorra antes do reinício do jogo.

Substituições

A partir do momento em que o quarto árbitro levanta a placa de substituição, o jogador em campo ganha o prazo de até dez segundos para sair do gramado. O árbitro principal, portanto, iniciará uma contagem regressiva visual assim que o cronômetro atingir os últimos cinco segundos. Se o atleta estourar esse tempo, o seu substituto sofrerá uma punição. Ele precisará aguardar um minuto inteiro após a paralisação seguinte antes de receber a autorização para entrar no jogo.

Lesões

O protocolo para atendimento médico também mudou. Quando um jogador de linha se lesionar, o árbitro autorizará a entrada da equipe médica apenas para uma avaliação rápida. O atleta, assim, deverá receber os cuidados fora das quatro linhas e permanecerá fora do jogo por um minuto corrido após o reinício da partida, dependendo do aval do juiz para retornar.

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A regra do minuto fora de campo, no entanto, prevê exceções. O jogador poderá retornar imediatamente em casos de lesões de goleiros, choques graves entre companheiros de time, concussões, problemas cardíacos ou traumas sérios na cabeça, além de situações em que o lesionado seja o cobrador oficial de um pênalti. A punição com cartão amarelo ou vermelho para o agressor também isenta a vítima de esperar o tempo regulamentar, desde que o atendimento seja rápido.

Tiro de metas e laterais

Em tiros de meta e laterais, os atletas terão no máximo cinco segundos para recolocar a bola em jogo.

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