Muricy critica Seleção Brasileira e manda recado a Ancelotti: "Vai ser duro"

Muricy criticou a perda de identidade da Seleção, comentou o fim do ciclo de Neymar e afirmou que Ancelotti terá trabalho para reconstruir a equipe

4 ago 2026 - 08h01
(atualizado às 10h16)
O ex-treinador deu uma opinião polêmica sobre o treinador do Real Madrid (Photo by JUAN MABROMATA/AFP via Getty Images)
O ex-treinador deu uma opinião polêmica sobre o treinador do Real Madrid (Photo by JUAN MABROMATA/AFP via Getty Images)
Foto: Esporte News Mundo

A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 segue repercutindo. Durante uma palestra realizada em Campinas, Muricy Ramalho afirmou que a equipe perdeu a identidade que marcou sua história e avaliou que Carlo Ancelotti terá um grande desafio para reconstruir o futebol brasileiro no novo ciclo.

O ex-treinador participou do primeiro curso de treinadores do futebol amador de Campinas, promovido gratuitamente pela Prefeitura com apoio do Grupo EP durante as comemorações dos 252 anos da cidade. Na ocasião, Muricy analisou a campanha do Brasil no Mundial e afirmou que o técnico italiano ainda não teve tempo suficiente para compreender a essência do futebol brasileiro.

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Segundo Muricy, a principal crítica está relacionada ao estilo de jogo apresentado pela Seleção, especialmente na derrota por 2 a 1 para a Noruega. Para ele, o Brasil abandonou uma característica histórica ao adotar uma postura mais defensiva durante a partida.

"O futebol brasileiro de hoje perdeu um pouco nossa identidade, a nossa essência. Na Copa do Mundo ficou claro. A gente trouxe o melhor treinador do mundo, mas ele não tinha muita ideia do que o brasileiro pensa sobre o futebol", afirmou.

Na sequência, o ex-comandante destacou que Ancelotti conhece boa parte dos jogadores brasileiros que atuam na Europa, mas ainda precisa entender melhor a cultura do futebol nacional. Apesar das críticas, Muricy acredita que o treinador terá condições de ajustar a equipe ao longo do próximo ciclo.

Para o treinador, a reconstrução da Seleção também passa pelas categorias de base. Ele afirmou que o Brasil enfrenta dificuldades na formação de jogadores para posições consideradas fundamentais, como laterais, meio-campistas e o tradicional camisa 10. Segundo Muricy, a participação de Ancelotti nesse processo será importante para fortalecer o trabalho de desenvolvimento de novos talentos.

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Muricy também comentou o encerramento do ciclo de Neymar na Seleção Brasileira. Os dois trabalharam juntos no Santos durante duas temporadas e conquistaram a Copa Libertadores de 2011. Na avaliação do treinador, o atacante reconheceu o momento de encerrar sua trajetória com a camisa da Seleção, principalmente em razão das exigências físicas do futebol atual e do histórico recente de lesões.

Por fim, Muricy afirmou que Ancelotti terá a missão de formar uma nova geração de jogadores capazes de unir qualidade técnica, experiência e competitividade. Para ele, além do talento, será necessário resgatar a mentalidade vencedora da equipe, citando a Argentina como exemplo de entrega durante a última Copa do Mundo.

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