Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, foi condenado a ficar suspenso por 12 jogos pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) por comentários machistas contra a árbitra Daiane Muniz. O caso ocorreu após a eliminação para o São Paulo no Paulistão, quando o zagueiro falou que “não adianta colocarem uma mulher para apitar um jogo deste tamanho".
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
A ata do julgamento, que ocorreu na quarta-feira, 4, foi publicada nesta quinta, 5. De acordo com o documento, o defensor ficará suspenso somente nas competições estaduais e deverá pagar uma multa de R$ 30 mil, por ter infringido dois artigos do Código Brasileiro De Justiça Desportiva.
Um dele é o 243-G, que é o ator de praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. Já o segundo é 243-F, quando ocorre a ofensa à honra de alguém, por fato relacionado diretamente ao desporto.
Ao Terra, o Red Bull Bragantino afirmou que não vai se pronunciar sobre o caso, pois já se manifestou anteriormente e aplicou as punições. Na época do ocorrido, o clube informou que Gustavo Marques receberia uma multa de 50% do total de seus vencimentos em consequência das declarações machistas.
O valor foi destinado à ONG Rendar, de Bragança Paulista (SP), responsável pelo atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade.
Pediu desculpas
Após disparar os comentários machistas contra a árbitra, Gustavo concedeu entrevista em que se desculpou pelo discurso feito depois da eliminação.
“Errei de ter falado e estou aqui para pedir perdão. Até a minha mulher e minha mãe me xingaram pela fala. Todo mundo me ligou e falou que eu não deveria falar. Estou sendo homem, sendo ser humano, ao pedir perdão”, disse à TNT Sports.
O zagueiro também afirmou que foi se desculpar diretamente com Daiane Muniz e com sua assistente. Além da juíza, a equipe de arbitragem contou com Patrícia Carla de Oliveira como analista de campo.