Textor refuta quebra de acordo no Botafogo e alfineta rival: "Isso não é o Vasco"

Em entrevista à ESPN dos Estados Unidos, Big Boss reafirma que está "em acordo" com obrigações e alega que não foi notificado pelo social

31 mar 2026 - 14h24
(atualizado às 14h24)
John Textor segue com as costas na parede em meio a crise no Botafogo –
John Textor segue com as costas na parede em meio a crise no Botafogo –
Foto: Vitor Silva/Botafogo / Jogada10

A guerra entre Botafogo associativo e a SAF segue. Nesta terça-feira (31/3), o dono John Textor deu entrevista onde voltou a atacar o clube social, aproveitando até para alfinetar o rival Vasco. O Big Boss reclamou que houve bloqueio de possíveis receitas por parte do associativo, pressionando para que o presidente João Paulo Magalhães Lins assine a aprovação da segunda parcela do empréstimo acordado em fevereiro.

À "ESPN" dos Estados Unidos, Textor afirmou que não houve quebra de acordo e relembrou das conquistas do Botafogo em 2024 (Brasileirão e Libertadores) para defender sua gestão. Sobrou até mesmo para o Vasco, que em 2024, através do presidente Pedrinho, conseguiu uma liminar na Justiça para retirar os poderes da 777 Partners, antiga sócia majoritária da SAF cruz-maltina.

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"Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo. O dinheiro entra e sai o tempo todo, no curso normal da gestão de um clube de futebol, e nossa empresa tem o direito de tomar decisões de gestão de caixa que funcionaram bem o suficiente para nos levar a conquistar dois campeonatos", iniciou.

"Aportamos mais do que o necessário", diz Textor

Textor, então, seguiu em modo defensivo, revelando que aportou recursos que sequer estariam em contrato quando comprou 90% da SAF do Botafogo, em 2022. Ele tornou a defender que está "em acordo" com seus deveres e que jamais recebeu notificação por parte do associativo.

"Nosso comunicado público anterior deixa claro que aportamos mais recursos do que jamais foi exigido pelo nosso acordo de SAF. E isso foi feito antes do prazo. Como estamos em total conformidade com o nosso acordo, e nunca fomos notificados pelo clube social sobre suas alegações de descumprimento, não esperamos nenhuma ação por parte do clube social e esperamos que eles retornem a um papel de acionista apoiador", explicou.

John Textor segue com as costas na parede em meio a crise no Botafogo –
Foto: Vitor Silva/Botafogo / Jogada10

Textor reclama de bloqueio de receitas no Botafogo

Ele seguiu com a mira no clube social do Botafogo, que detém 10% da SAF. Textor citou as possíveis vendas de Danilo e Montoro ao Nottingham Forest (ING), bloqueadas por um veto da Justiça.

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"Enquanto isso, certos membros do clube social continuam a nos criticar na imprensa por não termos dinheiro suficiente, mas seguem se recusando a assinar documentos que nos permitiriam trazer financiamento saudável. Mais grave ainda, eles claramente recorreram à Justiça para bloquear receitas de transferências que estavam por entrar. Mesmo que esses acordos tenham sido estruturados para manter os jogadores conosco por um período prolongado. Como podem bloquear 34 milhões em receitas e depois reclamar que não temos dinheiro suficiente?", argumentou.

Por fim, em tom mais apaziguador, o estadunidense se mostrou otimista em resolver a situação num futuro breve.

"Acredito, sim, que temos muitos apoiadores dentro do clube social, apesar do que certos líderes sugerem. Por isso, tentarei esclarecer a situação para o restante do clube social nos próximos dias e semanas. Tenho certeza de que essas grandes reuniões do conselho começarão a mudar suas opiniões assim que tiverem informações melhores", encerrou.

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