Textor critica Justiça do Rio após nova derrota: "Tirania judicial"

Empresário americano tentou impedir a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que vai votar o aumento de capital social da SAF

24 set 2026 - 11h17
(atualizado às 11h17)
Resumo
Após nova derrota na Justiça do Rio de Janeiro, John Textor criticou duramente a decisão que manteve a Assembleia Geral Extraordinária do Botafogo, classificando a situação como "tirania judicial". O empresário americano tenta barrar a reunião para evitar a diluição societária da Eagle na SAF alvinegra, que pode reduzir sua participação de 90% para 49%, devolvendo o controle majoritário de 51% ao clube social. Afastado da gestão desde abril, Textor alegou favorecimento a interesses locais.
John Textor tentou impedir a reunião que pode diluir a participação da Eagle na SAF do Botafogo –
John Textor tentou impedir a reunião que pode diluir a participação da Eagle na SAF do Botafogo –
Foto: Vítor Silva/Botafogo / Jogada10

John Textor não digeriu bem a derrota na Justiça do Rio de Janeiro. O empresário americano tentou impedir a realização da Assembleia Geral Extraordinária (AGE), mas o juiz Victor Agustin Jaccoud Diz Torres, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, manteve a reunião. Dessa forma, ele criticou a decisão do magistrado.

"Os interesses locais prevalecem no Rio, se você contratar as firmas de advocacia certas. O parceiro local que te convida a investir pode encontrar um juiz, bloquear seu voto e depois votar para destruir seus interesses. E se você abrir a boca ou apenas contratar um advogado e fizer arquivamentos honestos para defender seus direitos, um juiz local te punirá com multas pesadas", disse Textor.

Publicidade
John Textor tentou impedir a reunião que pode diluir a participação da Eagle na SAF do Botafogo –
Foto: Vítor Silva/Botafogo / Jogada10

A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) pode diluir a participação acionária da Eagle, empresa do magnata, no futebol alvinegro. Textor tenta impedir a nova composição do clube-empresa, com o social com 51% das ações e a Eagle com os 49% restantes. O empresário ainda defende que é dono de 90% da SAF. Na prática, no entanto, o social acionou uma cláusula e detém 51%, enquanto a GDA Luma não arremata.

"Tirania judicial e intimidação acontecem em muito poucos lugares no mundo, e eu estou profundamente consternado ao saber que isso acontece no Rio de Janeiro, onde eu me orgulhava tanto de ter me tornado um cidadão honorário", completou o americano, que está afastado do controle da SAF do Botafogo desde abril.

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, ThreadsTwitter, Instagram e Facebook.

Fique por dentro das principais notícias de Futebol
Ativar notificações