O técnico Franclim Carvalho defendeu suas decisões táticas após o empate do Botafogo por 2 a 2 contra o Coritiba, neste domingo (12), no Nilton Santos. Alvo de críticas e xingamentos da torcida no intervalo, o treinador português substituiu os meias Montoro e Santi Rodríguez por Edenílson e Villalba. Em entrevista coletiva, o comandante alvinegro afirmou que o time evoluiu com as trocas e lamentou a falta de pontaria da equipe, que finalizou 21 vezes na partida.
"O jogo não estava para o Montoro e para o Santi, e nós mudamos. Edenílson e Villalba entraram muito bem", pontuou o técnico.
Franclim ressaltou o caráter dos atletas por buscarem o resultado após saírem atrás no placar, mas não escondeu a tristeza pelo tropeço em casa. O treinador minimizou os protestos das arquibancadas e focou na produção ofensiva do segundo tempo como prova de que as alterações surtiram efeito.
"Não sei se o torcedor aprovou ou não, mas eu aprovei porque nós conseguimos virar o resultado e, depois, tivemos a infelicidade de ceder o empate", declarou o treinador ao analisar a dinâmica do confronto.
Limite de estrangeiros e situação de Ferraresi
O comandante também explicou a ausência de Ferraresi e a utilização de outros nomes no sistema defensivo. Franclim lembrou que o regulamento do futebol brasileiro limita a inscrição de estrangeiros por partida, o que obriga a comissão técnica a realizar um rodízio constante.
"Só podem nove estrangeiros, mas temos 14. Não tem nada a ver com o rendimento, estou satisfeito com todos", explicou o português.
Ele garantiu que Bastos está fisicamente apto, apesar das dúvidas levantadas durante o jogo.
Vestiário do Botafogo abatido e foco no Racing
A frustração tomou conta do vestiário alvinegro após o apito final, sentimento que o treinador vê como positivo por demonstrar o comprometimento do elenco. Agora, o Botafogo vira a chave para a Copa Sul-Americana, onde enfrenta o Racing na próxima quarta-feira, na Argentina. Franclim planeja fazer alterações pontuais na equipe titular devido ao desgaste da viagem e à necessidade de apresentar melhorias defensivas imediatas.
Dessa forma, o Botafogo tenta transformar a pressão externa em motivação para o torneio continental. O técnico acredita que o aumento da agressividade no ataque será a chave para conquistar a primeira vitória fora de casa nesta fase de grupos. O foco total da comissão permanece na recuperação física dos jogadores e no ajuste tático para neutralizar o time argentino em Avellaneda.
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