Botafogo: a declaração de Artur Jorge direcionada a John Textor

6 ago 2026 - 10h08

Depois de conquistar o Campeonato Brasileiro e a Libertadores pelo Botafogo, Artur Jorge voltou a comentar sua saída do clube e a relação com John Textor. Em entrevista recente, o técnico português, atualmente no Cruzeiro, falou sobre o fim do ciclo no Alvinegro e garantiu que sua decisão de deixar o clube não esteve ligada a questões financeiras.

Artur Jorge no quadro Abre Aspas do GE
Artur Jorge no quadro Abre Aspas do GE
Foto: ( André Durão) / Gávea News

A passagem de Artur Jorge pelo Botafogo chegou ao fim no início de 2025, quando o treinador acertou sua transferência para o Al-Rayyan, do Catar. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, o português comandou a equipe catariana em 48 jogos antes de voltar para po Brasil. No entanto, o treinador afirmou que o pedido por valorização foi interpretado de forma equivocada.

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"Falei de valorização, não falei de valorização financeira. Este é um tema que pode ser muito polêmico, mas obviamente é um ciclo que se terminou. Não me vou alongar muito sobre isso, porque muito foi dito. Acho que devemos preservar aquilo que de bom fizemos", disse.

Em seguida, o português destacou que prefere valorizar as conquistas alcançadas durante sua passagem pelo clube. "Devemos preservar aquilo que de bom fizemos. E preservar aquilo que fizemos é aquilo que está na história, foi aquilo que nós conseguimos conquistar, aquilo que vencemos de forma inédita, num clube que tenho a certeza que, na sua grande maioria, está grato pelo trabalho feito e está também contente por aquilo que nós fizemos no ano de 2024, mas que acabou um ciclo."

Além disso, Artur Jorge comentou o relacionamento com John Textor, que ficou desgastado após sua saída para o futebol do Catar. Mesmo assim, o treinador afirmou que nunca enfrentou problemas de convivência com o empresário norte-americano, então responsável pela SAF do Botafogo.

"Não tive nenhum tipo de dificuldade de lidar com o John Textor, que era uma pessoa com quem falávamos muitas vezes sobre aquilo que era sempre crescimento. Também era uma pessoa extremamente ambiciosa, portanto havia sempre uma conversa positiva no sentido de crescermos. Falamos sempre de todos os temas com uma grande abertura, onde, mais uma vez digo, a importância daquilo que sabíamos, daquilo que era o técnico e o dono. E isso foi sempre muito claro comigo, foi sempre muito claro e foi sempre muito respeitado também".

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O treinador elogiou a forma como a relação profissional foi conduzida durante sua passagem pelo Botafogo e reforçou que deixou o clube sem qualquer ressentimento. "Foi uma liderança, da minha parte naquilo que são aspectos mais técnicos, muito fácil de ter uma pessoa que acabava por ser também exigente e querer, mas também foi sempre muito colaborante para que as coisas funcionassem. Não tenho nenhum tipo de queixa."

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