A SAF Botafogo convocou uma assembleia para propor um aumento de capital de R$ 2 milhões com a emissão de novas ações, visando pagar salários atrasados. Caso a Eagle, dona de 49% da SAF, não exerça seu direito de preferência na compra, sua participação poderá ser fortemente diluída pelo Botafogo associativo. Esse movimento financeiro é visto como uma etapa estratégica para viabilizar a futura transferência de controle da gestão do clube para a empresa GDA Luma, do mexicano Gabriel de Alba.
A SAF Botafogo convocou uma Assembleia Geral Extraordinária para a próxima quinta-feira (24), com uma proposta de aumento do capital social por meio da emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias Classe B. As informações são de Bárbara Mendonça e Letícia Marques, do ge.
Cada ação terá preço de R$ 0,01, totalizando um aporte de R$ 2 milhões. Segundo o documento da assembleia, o valor será utilizado de forma imediata para auxiliar no pagamento de parte da folha salarial dos funcionários da SAF.
O Botafogo associativo atualmente possui 51% da SAF, enquanto a Eagle detém os outros 49%. Os dois acionistas terão direito de preferência para adquirir as novas ações dentro de um prazo de 30 dias após a aprovação.
Caso a Eagle não exerça seu direito e o Botafogo compre também as ações que sobrarem, a participação da empresa poderá ser fortemente diluída.
Caminho para a GDA
A assembleia não vai votar diretamente a transferência de ações para a GDA Luma, empresa do mexicano Gabriel de Alba. No entanto, o aumento de capital é considerado uma etapa importante para viabilizar a futura mudança de controle da SAF.
Enquanto isso, os departamentos jurídicos do Botafogo e da GDA trabalham na elaboração de um novo acordo de acionistas. A transferência do controle ainda depende da resolução das questões envolvendo a Eagle e a atual estrutura societária da SAF.