O Ministério Público da Bahia denunciou dez membros da cúpula da torcida organizada Bamor, incluindo um policial militar, por crimes como tortura, extorsão, roubo e organização criminosa. Presos preventivamente na "Operação Inquisição", eles são acusados de agredir duas pessoas em julho para obter confissões sobre a gestão da torcida. Além da punição penal, o MP-BA pede indenizações às vítimas e R$ 2 milhões por danos coletivos. Em nota, a Bamor afirmou que não compactua com práticas ilícitas.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou dez integrantes da Bamor, principal torcida organizada do Bahia, por uma série de crimes. Assim, a acusação inclui organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. Entre os denunciados está um policial militar.
As autoridades prenderam os dez acusados de forma preventiva no dia 28 de setembro, durante a "Operação Inquisição". Desde então, eles permanecem no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
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De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram em julho deste ano. Na ocasião, integrantes da torcida teriam usado a estrutura da Bamor para pressionar duas pessoas e submetê-las a agressões físicas e psicológicas.
De acordo com o MP-BA, os acusados buscavam obter confissões sobre supostas irregularidades no sistema de gestão dos associados da torcida organizada. A investigação apontou a participação de integrantes da cúpula da entidade.
Pedido de indenizações
Além da responsabilização criminal dos denunciados, o Ministério Público pediu o pagamento de indenizações às duas vítimas pelos danos materiais e morais. O órgão também solicitou uma indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos.
A denúncia cita Matheus Pires Castro, presidente da Bamor; Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, diretor-geral; Daniel Sena Duarte, diretor de sede; Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing; Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio; Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria; Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede; Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro; e o policial militar Fernando Santana Esquivel, apontado como integrante da organizada.
A Bamor afirmou, em nota divulgada na última quarta-feira, que não apoia nem compactua com práticas ilícitas. A torcida também defendeu a apuração individual de eventuais responsabilidades, com base em elementos concretos e respeito aos direitos dos envolvidos.
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