A Fórmula 1 acredita que ainda está apenas no início de seu processo de expansão global. Mesmo após anos de crescimento acelerado, a categoria projeta ultrapassar a marca de 1 bilhão de fãs nos próximos dez anos, segundo Liam Parker, diretor de comunicação e relações corporativas da F1.
Atualmente, a categoria estima ter mais de 830 milhões de fãs no mundo, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior e de 64% desde 2018. O público também está mais jovem e diversificado: 43% dos fãs têm menos de 35 anos, enquanto as mulheres já representam 42% da base global.
As redes sociais ajudam a explicar parte dessa transformação. Em agosto de 2016, a Fórmula 1 tinha cerca de 1,5 milhão de seguidores no Instagram. Dez anos depois, são aproximadamente 43,5 milhões. No YouTube, o crescimento foi de 210 mil para 11,8 milhões de inscritos, enquanto o X passou de 2,2 milhões para 12,6 milhões.
Para Parker, a expansão ainda está longe de atingir um ponto de saturação. O executivo cita os Estados Unidos como exemplo: o país passou de apenas uma corrida em 2014 para três atualmente, além de contar com uma base superior a 50 milhões de fãs.
"Em um lugar como os Estados Unidos, nós apenas arranhamos o que é possível", afirmou Parker.
O crescimento da Fórmula 1 também foi impulsionado por iniciativas como a série Drive to Survive, o filme estrelado por Brad Pitt, novas estratégias nas redes sociais e parcerias com grandes marcas. A categoria passou a buscar ativamente públicos que antes estavam distantes do automobilismo, incluindo jovens, mulheres e fãs de outros esportes.
Apesar da expansão comercial e do investimento em entretenimento, Parker reforçou que o principal produto da Fórmula 1 continua sendo a disputa dentro das pistas.
"O foco é sempre o esporte primeiro. Todos os outros elementos vêm como resultado de ele ser forte", explicou.
A estratégia para os próximos anos também passa por novas tecnologias, inteligência artificial, conteúdos em diferentes idiomas e maior diversidade de formatos para alcançar novos públicos.
A expectativa da FOM é ambiciosa. Parker afirmou que ficaria surpreso se a Fórmula 1 não ultrapassasse 1 bilhão de fãs em até dez anos, mantendo-se como a principal categoria do automobilismo mundial.
Para a organização, portanto, o crescimento recente não representa o fim de um ciclo, mas o começo de uma nova fase de expansão global.