F1: Verstappen, Russell e Norris criticam ondulações de Austin e relatam impactos físicos

Pilotos omentaram as condições do Circuito das Américas, que recebeu novos reparos antes do GP dos Estados Unidos de 2026

23 out 2026 - 07h00
Foto: Peter Fox / Red Bull Contenet Pool

As ondulações do Circuito das Américas (COTA), em Austin, voltaram ao centro das discussões na Fórmula 1. Durante o dia de mídia do GP dos Estados Unidos de 2026, Max Verstappen e Lando Norris criticaram as condições do asfalto e alertaram para os impactos físicos provocados pelas irregularidades. George Russell também reconheceu o problema, embora tenha destacado que as características das pistas fazem parte dos desafios do automobilismo.

A preocupação ganhou força mesmo após novos reparos realizados antes da etapa deste ano. Para Verstappen, as intervenções pontuais não resolvem a origem do problema, enquanto Norris relatou o desconforto causado pelos solavancos durante a pilotagem.

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O piloto da Red Bull classificou as ondulações como inaceitáveis e afirmou que a situação está fora de controle. Apesar de considerar o traçado de Austin um dos melhores da temporada, o holandês acredita que o circuito precisa de uma intervenção mais profunda para corrigir as irregularidades.

Verstappen explicou que o problema está relacionado também ao terreno sob o asfalto. Segundo ele, nivelar trechos isolados funciona como uma solução temporária, já que a movimentação do solo pode provocar novas deformações.

O tetracampeão revelou ainda que exames realizados em sua coluna indicaram que a região inferior não está em boas condições. Ele relacionou a preocupação aos impactos acumulados ao longo dos últimos anos, especialmente com os carros da geração anterior.

Em 2025, Verstappen já havia enfrentado impactos verticais superiores a 9G em Austin, segundo seu próprio relato. A comparação ajuda a dimensionar a intensidade dos solavancos, que podem submeter o corpo dos pilotos a cargas elevadas em determinados pontos da pista.

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Para o holandês, manter essas condições sem uma solução duradoura pode ampliar os efeitos físicos ao longo das temporadas.

Lando Norris, da McLaren, concordou com as críticas e chamou atenção para o desconforto provocado pelas irregularidades. O britânico afirmou que, em pistas muito acidentadas, precisa tomar medicamentos para dor de cabeça antes de entrar no carro.

Segundo o piloto, os movimentos bruscos fazem sua cabeça bater contra o apoio de cabeça do cockpit. Norris também observou que o circuito não atenderia às tolerâncias exigidas atualmente para a construção de uma nova pista.

O britânico ponderou, porém, que Austin é um circuito antigo e que os pilotos já levaram a questão aos responsáveis em outras ocasiões. Para ele, existe um limite para o que os competidores podem fazer além de continuar cobrando melhorias.

George Russell, da Mercedes, apresentou uma visão um pouco diferente. Embora reconheça as irregularidades de Austin, o britânico considera que as ondulações fazem parte dos desafios encontrados no automobilismo.

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Sua preocupação também envolve a conservação dos circuitos ao longo do calendário. Russell defendeu que as pistas recebam recapeamento com maior frequência para manter condições mais uniformes e evitar que o desgaste do asfalto se transforme em um problema adicional.

O piloto explicou que os carros atuais rodam muito próximos do solo, o que aumenta a influência das irregularidades sobre o comportamento do veículo. Além disso, os pneus de aro 18 polegadas têm uma lateral mais baixa do que os utilizados anteriormente, reduzindo o efeito de amortecimento proporcionado pelo próprio pneu.

Nesse cenário, as equipes precisam encontrar um acerto de suspensão que permita absorver os impactos sem comprometer a estabilidade e o desempenho aerodinâmico.

O problema do Circuito das Américas não é recente. Construído em uma região com solo argiloso sujeito a movimentações conforme as condições de umidade, o traçado enfrenta deformações que podem reaparecer mesmo depois de intervenções no pavimento.

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Antes do GP dos Estados Unidos de 2026, foram realizados novos trabalhos em pontos específicos. O trecho entre as curvas 9 e 11 recebeu recapeamento, enquanto as ondulações nas aproximações das curvas 12 e 19 foram suavizadas.

As medidas buscam melhorar a superfície, mas não garantem que todas as irregularidades tenham sido eliminadas. A movimentação do terreno continua sendo um desafio para a manutenção do circuito.

As primeiras sessões de pista serão importantes para que as equipes avaliem o comportamento dos carros nas áreas reparadas e nos demais trechos acidentados. A superfície influencia as escolhas de suspensão, a altura do carro e a estabilidade durante as frenagens e curvas.

A discussão também vai além do desempenho. Os relatos de Verstappen e Norris colocam em evidência o desconforto físico dos pilotos e a necessidade de avaliar até que ponto as condições do asfalto são aceitáveis.

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Até o momento, as críticas dos competidores não significam que haverá mudanças no traçado durante o fim de semana. O debate, no entanto, reforça uma questão antiga em Austin: como preservar as características de um circuito reconhecido por seu desenho desafiador sem deixar de lado as condições da superfície e o bem-estar dos pilotos.

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