A rivalidade histórica entre Toto Wolff e Christian Horner acaba de ganhar um novo e surpreendente capítulo fora das pistas. Segundo veículos de mídia europeus, o diretor-executivo da Mercedes entrou na disputa direta contra Horner para adquirir uma fatia minoritária da Alpine. O alvo de ambos é a cota de 24% pertencente ao grupo de investimentos Otro Capital, que comprou sua participação em 2023 e agora avalia repassá-la adiante.
Os rumores começaram a ganhar contornos reais há algumas semanas, quando Flavio Briatore, conselheiro executivo da Alpine, confirmou que a Otro Capital iniciou negociações preliminares para vender a sua parte. Christian Horner já vinha sondando o negócio, de olho em uma oportunidade de atuar não apenas como chefe, mas como coproprietário de uma equipe na Fórmula 1. No entanto, informações recentes indicam que Wolff entrou em cena liderando uma potencial oferta por parte da Mercedes.
A aproximação faz todo o sentido no cenário atual da categoria. A partir desta temporada de 2026, a Alpine passou a utilizar as unidades de potência da montadora alemã. Uma eventual injeção financeira por parte de Wolff e da Mercedes estreitaria de vez a parceria técnica entre as duas garagens. Especialistas apontam que, assim como ocorreu no investimento pessoal de Wolff na Aston Martin, uma eventual compra de ações da Alpine seria classificada como um investimento passivo, perfeitamente de acordo com as atuais regras de conformidade da FIA.
Procurada para comentar a iminente "guerra de lances" entre os dois velhos rivais, a escuderia francesa quebrou o silêncio, mas manteve o tom diplomático. A equipe afirmou que é "frequentemente abordada por múltiplas partes e potenciais investidores", ressaltando que não tece comentários sobre "nomes ou indivíduos específicos". A Mercedes, por outro lado, confirmou que está sendo "mantida informada sobre os últimos desenvolvimentos" na sede de sua parceira estratégica.
Independentemente do desfecho dessa disputa entre os gigantes do paddock, a estrutura de poder principal da equipe não mudará: o Grupo Renault continuará detendo o controle amplo da operação da Alpine, com 76% do pacote acionário.