O chefe de equipe da McLaren, Andrea Stella, fez críticas a Mercedes após o GP da Austrália em relação a troca de informações da unidade de potência. Stella demonstrou seu descontentamento e criticou a falta de transparência da montadora.
A insatisfação surgiu após o forte desempenho da Mercedes durante a primeira corrida do ano, chegando até a conquistar uma dobradinha com seus pilotos. Ao contrário da equipe alemã, a McLaren teve uma corrida discreta e sem muitas emoções, pelo menos na pista. O atual campeão mundial Lando Norris, terminou em quinto lugar, diferentemente de seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, que acabou batendo na volta de apresentação
Stella não mediu palavras para demonstrar o seu descontentamento, alegando que a conversa com a montadora para obter informações já dura algumas semanas. Segundo ele, a equipe tem trabalhado “no escuro” desde os testes da pré-temporada.
“Na Fórmula 1, você simula o que acontece na pista com antecedência. Você sabe o que está planejando, sabe como o carro vai se comportar. Esta é a primeira vez que sentimos que estamos atrasados em nossa capacidade de prever o desempenho”, disse o chefe de equipe da McLaren.
Já Toto Wolff, chefe de equipe e CEO da Mercedes, respondeu as críticas de forma diplomática, defendendo o trabalho da montadora. Wolff afirmou que todos as equipes clientes (McLaren, Alpine e Williams), receberam o mesmo pacote técnico. Ele ainda reforçou que cada equipe é responsável por entender e otimizar a unidade de potência dentro do seu projeto.
A tendência é que as conversas entre as duas equipes se intensifiquem nas próximas semanas, enquanto a equipe britânica tenta transformar a frustração da estreia em respostas técnicas antes das próximas etapas do campeonato.