Oscar Piastri espera um desafio completamente diferente para a McLaren no Grande Prêmio da Itália. Após duas etapas em que a equipe apresentou um ritmo competitivo, o australiano acredita que Monza será um importante teste para descobrir se o bom desempenho recente do MCL40 pode ser repetido em um circuito de características bastante distintas.
Lando Norris chega à Itália embalado por duas vitórias consecutivas. O britânico conquistou a pole position e venceu tanto o GP da Hungria quanto o GP da Holanda, realizados em circuitos que possuem muitas curvas e retas relativamente curtas.
Monza, porém, exige outra abordagem. Conhecido como o circuito mais rápido da Fórmula 1, o traçado italiano possui longas retas e poucas zonas de curvas, o que coloca a eficiência aerodinâmica e a velocidade de ponta no centro das atenções.
Esse cenário preocupa a McLaren. A equipe já reconheceu que o MCL40 apresenta um nível elevado de resistência aerodinâmica, característica que pode prejudicar o desempenho justamente em Monza.
Por isso, Piastri acredita que será necessário esperar o início dos trabalhos na pista para descobrir se a competitividade apresentada nas últimas corridas continuará.
“Monza será um circuito completamente diferente por uma série de razões, mas teremos que esperar para ver se esse ritmo se mantém em outros circuitos”, afirmou Piastri.
Além das dúvidas sobre o desempenho da McLaren em Monza, Piastri também falou sobre os problemas que vem enfrentando ao volante do carro.
Segundo o australiano, o comportamento da traseira continua sendo um dos principais obstáculos, especialmente durante as corridas. Apesar de ter se sentido mais confiante na classificação do GP da Holanda, o piloto reconheceu que ainda falta velocidade ao carro em determinados momentos.
“Nas corridas, a traseira do carro é muito difícil de pilotar”, explicou.
Piastri destacou que a classificação em Zandvoort foi uma exceção positiva, já que conseguiu encontrar mais confiança no carro. No entanto, durante a corrida, o ritmo não acompanhou as expectativas.
“Em certos momentos da corrida me senti muito melhor, mas o ritmo simplesmente não estava lá”, acrescentou.
O piloto também lembrou que essa inconsistência não é novidade para a McLaren em 2026. Enquanto algumas etapas apresentaram um desempenho extremamente forte, outras ficaram abaixo do esperado.
“Não é a primeira corrida deste ano em que isso acontece. Algumas foram boas, outras muito fortes, mas já houve muitas que ficaram muito aquém do esperado.”
Agora, Monza será um teste importante para a McLaren. O circuito italiano poderá mostrar se a equipe realmente encontrou uma evolução consistente durante a segunda metade da temporada ou se seu desempenho recente foi favorecido pelas características específicas de Hungaroring e Zandvoort.
Para Piastri, a resposta virá apenas quando o MCL40 enfrentar a longa reta de Monza.