A Mercedes introduziu modificações no software de gerenciamento de energia antes do Grande Prêmio da Hungria. A equipe buscou solucionar um problema identificado no código do sistema elétrico da unidade de potência, responsável por prejudicar a velocidade do britânico George Russell durante o fim de semana em Spa-Francorchamps.
Na etapa belga, Russell enfrentou dificuldades de velocidade em reta na comparação com seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli. O piloto britânico ficava sem carga na bateria antes do trecho final do circuito, o que custou tempo na classificação e culminou em abandono durante a corrida.
Logo na primeira volta em Spa, a falta de potência na saída da curva Raidillon deixou Russell vulnerável ao pelotão. A perda de ritmo contribuiu para uma colisão com Lewis Hamilton na curva Les Combes, provocando seu abandono prematuro na prova.
Investigações internas revelaram que um algoritmo no código da unidade de potência distribuía a energia de forma desproporcional. O sistema concentrava o uso da bateria no início da volta, esgotando o recurso elétrico antes da última chicane.
Uma falha adicional na volta de abertura afetou ambos os carros, impedindo a regeneração adequada de energia na entrada da curva La Source. Ao tentarem compensar o atraso do turbo na saída da chicane, os pilotos consumiram bateria além do previsto, acionando restrições regulatórias na entrega de potência.
A diferença nos resultados entre os dois pilotos ocorreu devido ao comportamento em Eau Rouge. Como Russell fez o trecho com pé embaixo, o sistema travou seu carro em um limite menor de velocidade. Já Antonelli precisou tirar o pé por conta do tráfego de Max Verstappen, acionando um modo de motor diferente que permitiu alcançar maior velocidade máxima.
Com as correções implementadas no software, a equipe alemã espera evitar novas falhas no Hungaroring. A pista húngara possui um layout que exige menos da recuperação de energia em longas retas, reduzindo o impacto do gerenciamento de bateria.