F1: Honda admite déficit de potência antes do GP dos Estados Unidos

Fabricante japonesa revisou as unidades de potência após Singapura e chega a Austin em busca de evolução

22 out 2026 - 11h19
Foto: Divulgação / Aston Martin F1

A  Aston Martin chega ao GP dos Estados Unidos, entre os dias 23 e 25 de outubro, ainda em busca de respostas para as dificuldades enfrentadas na temporada 2026 da Fórmula 1. Depois de Fernando Alonso terminar em oitavo lugar em Sepang, a equipe teve um fim de semana complicado em Singapura, onde o espanhol foi apenas o 16º colocado e Lance Stroll abandonou.

O cenário também evidencia os desafios da parceria com a Honda. Em entrevista ao Motorsport.com Japão, publicada em 17 de outubro, Koji Watanabe, presidente da Honda Racing Corporation (HRC), reconheceu que a unidade de potência japonesa está atrás das concorrentes em desempenho. A declaração ajuda a esclarecer uma das principais dificuldades da equipe antes da etapa em Austin. 

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Segundo Watanabe, as medições realizadas pela FIA para o programa ADUO, que permite oportunidades adicionais de desenvolvimento aos fabricantes, indicam uma desvantagem de potência em relação aos rivais.

O dirigente explicou que a segunda especificação da unidade de potência atingiu a meta de potência estabelecida pela Honda. No entanto, alterações no processo de combustão acabaram prejudicando a dirigibilidade, que voltou a apresentar características semelhantes às da primeira versão do motor.

A facilidade de condução vem melhorando, de acordo com Watanabe, mas a potência continua sendo um problema. O dirigente também apontou que a Honda optou por desenvolver uma unidade de potência completamente nova para 2026, em vez de utilizar o motor anterior como base. O início tardio do programa e o tempo necessário para estruturar o desenvolvimento contribuíram para os obstáculos enfrentados.

A declaração indica que as dificuldades não se resumem ao comportamento do carro na pista: a fabricante ainda precisa reduzir a diferença de desempenho em relação aos demais fornecedores. 

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Após o GP de Singapura, engenheiros e integrantes da equipe de pista da Honda viajaram para a base da HRC em Sakura, no Japão, para analisar as últimas etapas e preparar as unidades de potência para a sequência do campeonato.

Em informações divulgadas antes do GP dos Estados Unidos, a Honda afirmou que os motores foram revisados e estão prontos para a prova. A fabricante, porém, não confirmou a introdução de uma nova especificação de desempenho para Austin. Assim, a expectativa é acompanhar o comportamento do conjunto atual em um circuito que combina curvas rápidas, trechos de alta velocidade e zonas de forte aceleração. 

A Honda também promoveu uma mudança na estrutura de desenvolvimento. Desde 1º de outubro, Yoichiro Fukao assumiu a liderança do projeto da unidade de potência, substituindo Tetsushi Kakuda. Shintaro Orihara permanece como responsável pela operação técnica da Honda junto à equipe nos circuitos. A alteração faz parte da reorganização do trabalho de desenvolvimento em meio à busca por melhorias. 

Além do motor, a Aston Martin precisa avançar na integração entre o chassi e a unidade de potência. O desafio é especialmente relevante para 2027, quando a equipe espera aproveitar melhor a estrutura técnica e os recursos de sua fábrica para construir um conjunto mais competitivo.

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Austin também terá um significado especial para a fabricante japonesa. A etapa marcará a 500ª participação da Honda na Fórmula 1, contando as provas em que seus motores ou unidades de potência foram oficialmente registrados com o nome da marca. A trajetória começou no GP da Alemanha de 1964.

Para celebrar a marca, os carros AMR26 de Fernando Alonso e Lance Stroll levarão um logotipo comemorativo Honda500. Engenheiros da HRC que trabalham junto à equipe também usarão uniformes especiais durante o fim de semana. 

O marco histórico chega em um momento desafiador para a parceria, que ainda busca transformar o investimento e a estrutura técnica em resultados na pista. Em Austin, o foco estará menos em uma mudança anunciada no equipamento e mais na capacidade de a Aston Martin e a Honda aproveitarem o pacote atual enquanto trabalham para diminuir as limitações identificadas ao longo da temporada.

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