Gabriel Bortoleto foi investigado pelos comissários da FIA após um incidente com Lewis Hamilton durante o terceiro treino livre para o GP dos Estados Unidos de Fórmula 1. O episódio aconteceu na aproximação da curva 12, no Circuito das Américas, em Austin, quando o brasileiro estava em ritmo mais lento e o britânico tentava completar uma volta rápida.
Hamilton encontrou o Audi de Bortoleto na entrada da curva e precisou abandonar a tentativa. O piloto da Ferrari reclamou pelo rádio da equipe, e os comissários abriram uma investigação para analisar o ocorrido.
Durante a apuração, Bortoleto explicou que havia recebido um aviso de seu engenheiro cerca de 15 segundos antes da aproximação da Ferrari, mas estava ocupado controlando o carro e não percebeu a chegada de Hamilton. Como a entrada da curva 12 é em declive, o brasileiro afirmou que só viu o rival no último momento e precisou sair da pista. Ele também reconheceu que sua reação foi tardia e comprometeu a volta do britânico.
A FIA analisou imagens, comunicações de rádio e os relatos dos envolvidos para avaliar se houve impedimento desnecessário. O caso poderia resultar em uma advertência, conforme decisões anteriores em situações semelhantes durante sessões de treino livre.
A investigação envolveu ainda Nico Hülkenberg, companheiro de Bortoleto na Audi. O alemão foi analisado por uma situação durante um procedimento de largada simulada que obrigou Lance Stroll, da Aston Martin, a frear. Os comissários avaliaram as circunstâncias do episódio, incluindo a visibilidade limitada e o espaço reduzido na saída dos boxes.