F1 2025: McLaren vence tudo, mas não convence a todos

McLaren consegue títulos nos Construtores e Pilotos com Lando Norris. Mas a gestão de pilotos ao longo da temporada deixou muitas dúvidas

20 jan 2026 - 21h03
Equipe McLaren em Abu Dhabi: Um ano pleno de resultados, mas poderia ser melhor
Equipe McLaren em Abu Dhabi: Um ano pleno de resultados, mas poderia ser melhor
Foto: McLaren F1 Team / X

MCLAREN FORMULA 1 TEAM

Carro: MCL39

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Motor: Mercedes M16 E Performance V6

Posição no Campeonato de Construtores: 1º lugar - 833 pontos

Melhor Resultado: 1º lugar -  Lando Norris e Oscar Piastri - GPs Austrália, China, Bahrein, Arábia Saudita, Miami, Monaco, Espanha, Austria, Grã-Bretanha, Bélgica, Hungria, Países Baixos, Cidade do México e São Paulo

Pilotos:

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Lando Norris: 1º lugar - 423 pontos

Oscar Piastri: 3º lugar - 410 pontos

Na frieza dos números, podemos dizer que foi um ano glorioso para a McLaren. A equipe de Woking conseguiu mais um campeonato de Construtores (o seu décimo, se consolidando como a segunda maior vencedora da F1) e obteve o título de pilotos com Lando Norris, depois de 17 anos (o ultimo foi Lewis Hamilton em 2008). Simplesmente um aproveitamento de quase 60% (14 vitórias em 24 GPs).

Mesmo assim, as conquistas não ficaram com tanto brilho assim perante ao público. Por que o ouro soou como lata?

Pelo que havia feito em 2024, a McLaren chegou como uma natural favorita para 2025. O MCL38 tinha aparecido como um efetivo vencedor e era a evolução do trabalho feito desde 2023. Embora não parecesse tanto, o MCL39 foi bem trabalhado para entregar resultados. O renovado grupo de trabalho e o novo tunel de vento fizeram resultado e o carro nasceu bem desde o início. Isso permitiu que Norris e Piastri fossem aqueles a bater.

Mesmo com um bom desempenho, os técnicos não dormiram sob o sucesso. No meio da temporada, chegaram a fazer esquemas de suspensão dianteira diferentes para os pilotos, de modo a atender a especificidade da guiada de cada um.

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A temporada foi dominada por Norris e Piastri. O britânico começou sua sétima temporada na F1 e na McLaren com a principal tarefa de ser levado a sério como um contenedor ao título. Já Oscar Piastri vinha para o seu terceiro ano para consolidar a visão de que era um piloto veloz e de uma abordagem totalmente racional. 

Norris venceu a primeira do ano na Austrália. Mas depois Piastri ganhou 4 das 5 seguintes. Não foi somente vencedor, mas o fez de forma convincente. Não foram poucas as vozes que viam o australiano como o verdadeiro "espírito de campeão" dentro da McLaren. Depois da manobra tresloucada de Norris no Canadá em disputa com Piastri, ficou quase cristalizada a percepção de que a McLaren deveria voltar suas atenções para o australiano.

Não só aqui, mas tantas vezes durante a temporada, Zak Brown e Andrea Stella lembravam das "Papaya Rules", que era um entendimento que os pilotos poderiam brigar entre si e que a equipe agiria para manter as condições justas entre eles. Aqui residiu o estranhamento geral, quando a equipe fazia gestões quase que inacreditáveis em nome deste "equiíbrio".

Depois do Canadá, Norris fez uma espécie de "reset" quase imediato e ganhou as duas provas seguidas, sendo uma delas na "casa" Silverstone. O abandono em Zandvoort parecia fazer com que as coisas iriam embora. Mas se recuperou e contou com uma queda de desempenho de Piastri.

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Não bastasse a briga interna e a McLaren tentando segurar batata quente e se perdendo, a subida de Verstappen e a Red Bull acabaram por quase por jogar água abaixo todo o esforço. Nos Construtores, não era problema, pois o campeonato veio em Singapura. Mas entre os pilotos, o "deixa que deixo" entre Piastri e Norris levou a decisão até Abu Dhabi, com Norris conseguindo seu primeiro título com somente 2 pontos de vantagem no final.

No fim, a estrutura técnica da McLaren foi impecável. Financeiramente, foi a redenção total de um time que teve de fazer cambalhotas para alinhar em 2020 e 2021. Porém, ainda é preciso trabalhar na gestão de pilotos e este foi um ponto tão massacrado pelos especialistas e também aqui neste espaço. Se houvesse um pouco mais de competência, 2025 poderia ter sido muito mais tranquilo...  

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