Taxas longas têm altas leves após quedas fortes da véspera, com Oriente Médio no foco

9 abr 2026 - 10h20

As taxas ‌dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem altas leves entre os contratos mais longos nesta quinta-feira, em uma sessão até o momento de ajustes após a forte queda da véspera, enquanto os Treasuries demonstram acomodação no exterior, em meio aos desdobramentos do acordo de cessar-fogo fechado entre EUA e Irã.

Com ⁠o petróleo tipo Brent em alta nesta manhã, mas ainda abaixo dos ‌US$100 o barril, às 10h01 a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,47%, em alta de 1 ponto-base ante ‌o ajuste de 13,459% da sessão anterior. ‌Na ponta longa da curva, a taxa do DI para ⁠janeiro de 2035 marcava 13,675%, com elevação de 5 pontos-base ante 13,63%.

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Na quarta-feira, em função do acordo de cessar-fogo fechado na noite de terça-feira, as taxas dos DIs despencaram, com investidores eliminando da curva a termo boa parte dos prêmios de risco ligados ao conflito e ‌precificando alguma possibilidade de corte de 50 pontos-base da Selic este mês.

Na ‌esteira do acordo, a ⁠Marinha da Guarda ⁠Revolucionária do Irã divulgou um mapa mostrando rotas alternativas de navegação no Estreito de ⁠Ormuz, para ajudar os navios ‌em trânsito a evitar minas ‌navais, informou a agência de notícias semioficial iraniana ISNA.

No entanto, não há sinais de que o Irã suspendeu de fato o bloqueio em Ormuz -- uma das exigências do presidente dos EUA, Donald ⁠Trump, para o cessar-fogo de duas semanas.

Aliada dos EUA, Israel bombardeou mais alvos no Líbano nesta quinta-feira. Teerã disse que não haveria acordo enquanto Israel estivesse atacando o Líbano.

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Em meio à fragilidade do acordo, os índices de ações cediam ‌no exterior, enquanto os rendimentos dos Treasuries pouco variavam. Às 10h01, o rendimento do Treasury de dois anos tinha queda de 1 ponto-base, ⁠a 3,781%, mas o retorno do título de dez anos mostrava estabilidade, a 4,295%.

Dados divulgados nesta manhã nos EUA mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano subiu 0,5% no quarto trimestre de 2025, ante alta de 0,7% projetada em pesquisa da Reuters com economistas. O núcleo do índice de inflação PCE -- bastante monitorado pelo mercado -- subiu 0,4% em fevereiro, em linha com as projeções. Ambos os dados mostram um retrato pré-guerra.

Já os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA somaram 219 mil na semana passada, ante estimativa em pesquisa da Reuters de 210 mil.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI às 10h01 desta quinta-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

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a.a.) (% a.a.)

JAN/27 13,945 13,956 -0,011

JAN/28 13,47 13,459 0,011

JAN/29 13,385 13,359 0,026

JAN/30 13,475 13,433 0,042

JAN/31 13,555 13,504 0,051

JAN/35 13,675 13,63 0,045

(Edição de Isabel Versiani)

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