Mercados retomam apetite por risco antes de encontro entre Trump e Xi

Conversa entre os presidentes em Nova York está marcada para quinta-feira (24)

21 set 2026 - 10h42
Resumo
Trump e Xi têm encontro previsto para quinta-feira (24), em Washington. A reunião deve concentrar as atenções dos investidores diante da possibilidade de extensão da trégua comercial, além de discussões sobre tarifas, terras raras e controles sobre tecnologia.
XI Jinping e Donald Trump durante reunião em Pequim
XI Jinping e Donald Trump durante reunião em Pequim
Foto: Brendan Smialowski / AFP

Os mercados globais operam em alta nesta segunda-feira (21), sustentados pela retomada do entusiasmo com a inteligência artificial e pela expectativa em torno do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. O apetite por risco ganhou força após Washington e Pequim avaliarem positivamente as negociações realizadas no fim de semana, que envolveram comércio e inteligência artificial.

Nesse contexto, Trump e Xi têm encontro previsto para quinta-feira (24), em Washington. A reunião deve concentrar as atenções dos investidores diante da possibilidade de extensão da trégua comercial, além de discussões sobre tarifas, terras raras e controles sobre tecnologia.

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Ao mesmo tempo, os mercados acompanham os desdobramentos no Oriente Médio e os sinais de uma possível saída diplomática para a guerra entre Estados Unidos e Irã. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, embarca para Nova York para liderar a delegação do país na Assembleia Geral da ONU, que começa nesta terça-feira (22). Na véspera, Trump afirmou estar disposto a se reunir com Pezeshkian durante a Assembleia Geral, mas ameaçou destruir a economia iraniana ou eliminar a liderança do país caso Teerã não chegue a um acordo.

As tensões regionais permanecem elevadas. No sábado (19), houthis apoiados pelo Irã realizaram um ataque de mísseis e drones contra a Arábia Saudita. No mesmo dia, o Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou que cidadãos americanos reconsiderassem viagens à região, diante da troca de ameaças entre Washington e Teerã sobre uma eventual retomada dos ataques.

No mercado de petróleo, esse quadro é parcialmente compensado pelo alívio nas preocupações com os fluxos por oleodutos sauditas. Os contratos futuros recuam pela quarta sessão consecutiva após relatos de que a oferta proveniente do Golfo está acima do esperado.

No Brasil, a atenção se volta para a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU. Nesta segunda-feira, Lula se reúne com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, na residência oficial, e também tem encontro previsto com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

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A agenda ganha peso na terça-feira (22), quando Lula fará o tradicional discurso de abertura da Assembleia Geral. Até o momento, não há reunião bilateral prevista entre o presidente brasileiro e Donald Trump.

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