Estrategistas do JPMorgan cortaram a classificação do Brasil no seu portfólio de ações para América Latina para "neutra" ante "overweight", conforme relatório a clientes nesta terça-feira, citando entre os argumentos que o ciclo de afrouxamento monetário no país deve terminar.
O banco norte-americano estima mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em setembro, seguido por "uma longa pausa", conforme o documento assinado por Rodolfo Angele, Emy Shayo, Adrian Huerta e Diego Celedon.
A equipe também destaca que o crescimento econômico está desacelerando e que o crédito está piorando, "um cenário pouco favorável para os resultados corporativos daqui para frente".
"Com as eleições de outubro provavelmente aumentando a volatilidade, e as ações e o real ainda oscilando dentro de uma faixa relativamente estreita, preferimos ficar à margem a pagar para assumir incerteza", afirmou a equipe do banco.
Na região, o JPMorgan manteve "overweight" para Chile, elevou a recomendação para o Peru de "underweight" para "overweight", reiterou classificação neutra para o México, assim como o "underweight" para Colômbia. Também disse estar construtivo com a Argentina.