Japão não precisa de política monetária excessivamente frouxa, diz ministro da Economia

2 out 2026 - 07h44
Resumo
O ministro da Economia do Japão, Minoru Kiuchi, afirmou que o país superou a deflação e não necessita mais de políticas monetárias ultrarrelaxadas ou reflacionistas, como as do antigo Abenomics. Embora decisões sobre juros caibam ao Banco do Japão, as declarações do ministro e da Fazenda reforçam a mudança de postura da gestão da primeira-ministra Sanae Takaichi, distanciando-se de medidas excessivamente expansionistas, apesar de pedidos anteriores de cautela sobre novas altas nas taxas.

O Japão ‌não está mais passando por deflação e, portanto, não precisa de uma política monetária excessivamente frouxa para buscar uma taxa de inflação mais alta, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Economia, Minoru ⁠Kiuchi.

As decisões de política monetária são de competência ‌do Banco do Japão, acrescentou Kiuchi, recusando-se a comentar se o governo se opõe a novos ‌aumentos da taxa de juros ‌pelo banco central.

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"O Japão saiu de uma ⁠era em que precisava do tipo de políticas reflacionistas adotadas no âmbito do Abenomics", disse Kiuchi em uma coletiva de imprensa de rotina, acrescentando que as políticas da primeira-ministra Sanae Takaichi são ‌diferentes do enorme pacote de estímulo introduzido pelo ex-primeiro-ministro ‌Shinzo Abe em ⁠2013.

"O que ⁠quero dizer é que o Japão não está mais em ⁠um período deflacionário ‌e, portanto, não ‌precisa de uma política excessivamente frouxa que busque a inflação", afirmou Kiuchi.

Kiuchi fez essas declarações em resposta a perguntas de repórteres sobre um ⁠resumo das opiniões da reunião de política monetária do Banco do Japão realizada em setembro, que revelou que um representante do governo pediu cautela em relação a ‌novos aumentos na taxa de juros.

As declarações reforçam os comentários do governo que rejeitam a visão ⁠de que estaria adotando políticas reflacionistas para impulsionar a demanda por meio de medidas fiscais e monetárias expansionistas.

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A ministra da Fazenda, Satsuki Katayama, disse na terça-feira que deixou claro ao secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na semana passada, que a primeira-ministra não é reflacionista.

Kiuchi é amplamente considerado um reflacionista devido à sua cautela no passado em relação aos aumentos da taxa de juros e à sua associação com um grupo de parlamentares que defendia gastos expansionistas.

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