Após abrir a sexta-feira em alta, o dólar perdeu força ante o real e se reaproximou da estabilidade, posicionando-se abaixo dos R$5,30, enquanto no exterior a moeda norte-americana sobe ante as demais divisas, em meio à busca por ativos mais seguros em função da guerra no Oriente Médio.
Às 9h43, o dólar à vista subia 0,05%, aos R$5,2906 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para abril -- atualmente o mais líquido no Brasil -- avançava 0,32%, aos R$5,3195.
Na quinta-feira, o dólar à vista encerrou em alta de 1,33%, aos R$5,2879, em meio à continuidade da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Para minimizar o impacto da guerra sobre o petróleo, os EUA avaliam a possibilidade de intervir no mercado futuro da commodity, o que durante a noite contribuiu para segurar os preços. Nesta manhã, porém, o petróleo já exibia ganhos fortes nos mercados futuros, com o preço do barril Brent negociado em Londres perto dos US$90.
Neste cenário de maior cautela, os investidores também se desfaziam de ações e de moedas de países emergentes como o peso chileno, o peso mexicano, o rand sul-africano.
Este movimento fez o dólar superar os R$5,30 na abertura, mas logo depois a divisa perdeu força, retornando para abaixo deste valor -- um ponto de resistência técnica importante, segundo operadores.
Nesta manhã, investidores aguardam pela divulgação nos EUA do relatório de empregos payroll referente a fevereiro, às 10h30. No Brasil, o Banco Central realiza às 11h30 leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de abril.