O BB-BI atualizou sua carteira recomendada de crédito privado incentivado para abril de 2026, mantendo uma estratégia focada em emissores de alta qualidade e setores com maior previsibilidade de geração de caixa.
A seleção contempla principalmente debêntures incentivadas indexadas ao IPCA+, com destaque para empresas dos setores de energia elétrica, saneamento, papel e celulose e mineração.
Entre os nomes selecionados estão companhias como Neoenergia (NEOE3), Equatorial (EQTL3), Klabin (KLBN11), Sabesp (SBSP3) e Vale (VALE3), todas com ratings elevados e estruturas consideradas mais defensivas no atual cenário.
Segundo o BB-BI, a proposta da carteira é buscar uma relação equilibrada entre risco e retorno para o investidor pessoa física, considerando especialmente o benefício fiscal desses ativos, que são isentos de imposto de renda.
Crédito privado: estratégia segue conservadora
Após um 2025 marcado por spreads comprimidos devido à forte demanda, o início de 2026 trouxe uma reprecificação dos prêmios de risco, impulsionada por eventos de crédito relevantes e aumento da aversão ao risco.
Mesmo com essa abertura recente, os spreads ainda permanecem, na média, em níveis historicamente baixos, o que reforça a necessidade de maior seletividade na alocação. Nesse contexto, o BB-BI optou por manter uma postura conservadora, priorizando empresas com fundamentos sólidos e receitas mais previsíveis.
Setores regulados, como energia elétrica e saneamento, ganham protagonismo na carteira justamente por apresentarem maior estabilidade de fluxo de caixa e receitas frequentemente indexadas à inflação — fator relevante em um ambiente de juros ainda elevados.
Fundos também são opções de investimentos
Os fundos de crédito privado têm se destacado entre os investidores, especialmente por oferecerem isenção de imposto de renda para pessoa física e bom desempenho em diferentes janelas de tempo.
Entre os produtos disponíveis no mercado, o Fator Debêntures Incentivadas FI RF CP vem ganhando atenção pelo histórico de retornos acima do CDI. De acordo com dados da própria gestora, o fundo acumula uma valorização maior de 164% desde o início e teve rendimento de 16,19% em 2025.
Dentre os fundos geridos pela AZ Quest, o relatório destaca o AZ Quest Supra, que registrou um rendimento de 0,90% em fevereiro.