Adnoc diz que está gerenciando produção offshore e mantém operações onshore

7 mar 2026 - 15h31
(atualizado às 16h11)

A Adnoc, gigante estatal ‌do petróleo de Abu Dhabi, disse neste sábado que está gerenciando ativamente os níveis de produção offshore para atender às necessidades de armazenamento em meio à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, enquanto ⁠suas operações em terra continuam.

"Essa abordagem preserva a flexibilidade ‌operacional e permitirá que a empresa retome as operações normais sem atrasos prolongados", disse a Adnoc em ‌um comunicado.

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A guerra, que já dura ‌oito dias, bloqueou os embarques pelo Estreito de ⁠Ormuz, uma importante via navegável responsável por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e GNL.

Analistas previram que os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita em breve terão que reduzir a produção, à medida ‌que seus estoques de petróleo se enchem.

A Adnoc afirmou ‌que suas operações continuam ⁠e que ⁠está utilizando a capacidade de exportação que contorna o estreito, bem ⁠como instalações de ‌armazenamento internacionais, para garantir ‌a continuidade do fornecimento aos mercados globais.

Os Emirados Árabes Unidos podem contornar o estreito utilizando o Oleoduto de Petróleo Bruto de Abu Dhabi, também conhecido como ⁠Oleoduto Habshan-Fujairah.

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O oleoduto, com capacidade para transportar entre 1,5 milhão e 1,8 milhão de barris por dia, leva petróleo dos campos de Abu Dhabi diretamente para o porto de Fujairah, ‌no Golfo de Omã, abastecendo seus terminais de armazenamento e instalações de refino.

"As unidades de negócios estão avaliando ⁠a situação produto por produto e transação por transação, considerando a interrupção em curso que afeta a navegação pelo Estreito de Ormuz", afirmou a empresa.

A Adnoc ativou protocolos bem estabelecidos e está trabalhando em estreita colaboração com as autoridades para proteger seus funcionários, ativos e operações, acrescentou.

A Kuwait Petroleum Corporation iniciou a redução da produção de petróleo neste sábado e declarou força maior, somando-se às reduções anteriores na produção de petróleo e gás do Iraque e do Catar.

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