'Todo vilão consegue racionalizar o próprio comportamento', diz Ashton Kutcher sobre papel em 'The Beauty'

Em nova série de Ryan Murphy, ator interpreta um bilionário que vende um vírus mortal

25 jan 2026 - 04h58
Resumo
Ashton Kutcher, em novo papel na série "The Beauty" de Ryan Murphy, discute como vilões podem racionalizar suas ações, enquanto interpreta um bilionário responsável por um vírus mortal que transforma a beleza em uma sentença de morte.
Ator se envolveu em uma série de polêmicas, sendo amigo do Diddy e do Danny Masterson
Ator se envolveu em uma série de polêmicas, sendo amigo do Diddy e do Danny Masterson
Foto: Reprodução/@aplusk/Instagram

Ashton Kutcher protagoniza a nova série de Ryan Murphy, The Beauty, que estreou nesta quarta-feira, 21. Inspirada na HQ homônima de Jason A. Hurley e Jeremy Haun, a produção apresenta um mundo em que a beleza ideal virou sentença de morte: pessoas consideradas fisicamente perfeitas passam a morrer após uma explosão repentina do próprio corpo, consequência de um vírus mortal que, ironicamente, foi o responsável por deixá-las bonitas em primeiro lugar.

Nesse cenário, uma pergunta surge: quem é o culpado? A resposta vem rápido: The Corporation, um bilionário interpretado por Kutcher. "Dono" da descoberta genética, ele decidiu concentrar o avanço científico em uma única dose capaz de alterar o DNA humano, transformando pessoas comuns em versões mais altas, magras, jovens, saudáveis e belas de si mesmas. O que o público não é informado é que o vírus funciona como uma bomba-relógio e, poucos anos depois da aplicação, cobra seu custo final em forma de combustão.

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Quem é o vilão dessa história? Para Kutcher, a resposta não é tão simples assim. Em coletiva de imprensa da qual o Terra participou, o ator explicou que não encara The Corporation como um vilão clássico. "Eu aprendi há muito tempo que você não pode julgar o seu personagem", afirmou. Ele reconhece que, de fora, é fácil olhar para as atitudes do bilionário e pensar que ele faz "coisas bem abomináveis", mas defende que, ao interpretá-lo, é preciso partir da lógica do personagem.

"Eu, como a pessoa que está interpretando esse personagem, preciso enxergá-lo como alguém bom, que está fazendo algo bom", disse, afirmando que o personagem acredita estar ajudando as pessoas a viverem "vidas melhores, mais felizes, mais plenas".

Para o ator, quase todo vilão consegue construir uma narrativa em que é o herói da própria história. Participante de um clube de livro de obras proibidas, ele chegou a mencionar a leitura do manifesto de Ted Kaczynski (terrorista americano), explicando que é possível acompanhar parte da lógica do autor até o ponto em que a violência se torna injustificável. Ainda assim, concluiu: "todo chamado vilão consegue racionalizar o próprio comportamento".

A fala ganha outro peso quando colocada lado a lado com a fase atual da vida pública de Kutcher. Durante anos, um dos queridinhos de Hollywood, com papéis em Efeito Borboleta, Jogo de Amor em Las Vegas e Dois Homens e Meio, o ator passou a frequentar manchetes por motivos bem menos glamourosos.

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Recentemente, seu nome voltou a circular por conta da amizade de longa data com o rapper e produtor Sean "Diddy" Combs, preso sob acusações de tráfico sexual e estupro de menores. A proximidade entre os dois foi comentada nas redes após internautas resgatarem uma entrevista de 2019, no programa Hot Ones, em que Kutcher evita falar sobre as famosas festas promovidas por Diddy. "Tenho muita coisa que não posso contar", disse na ocasião. "Histórias das festas do Diddy, cara… Isso é uma coisa estranha de se lembrar".

Além disso, Kutcher e a esposa, Mila Kunis, enfrentaram forte repercussão negativa ao prestarem apoio a Danny Masterson, colega de elenco em That ’70s Show, posteriormente condenado a 30 anos de prisão por estupro. O casal chegou a pedir desculpas publicamente.

Fonte: Portal Terra
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