Mais de uma década depois do BBB 7, Alberto Cowboy voltou a ser assunto dentro da casa. Em uma conversa recente com Paulo, Pedro e Edilson, já no BBB 26, o veterano relembrou sua trajetória no reality e, principalmente, o rótulo que o acompanhou até hoje: o de vilão da edição.
Ao revisitar o passado, Cowboy voltou a falar sobre sua rivalidade com Diego Alemão e sobre o famoso triângulo amoroso que envolveu Iris e Fani, considerado o grande enredo emocional daquela temporada.
Mas afinal, por que Cowboy ocupou esse papel no imaginário do público?
O antagonista de um campeão
No BBB 7, Cowboy assumiu uma postura clara de enfrentamento. Enquanto Alemão conquistava o público com carisma, emoção e relações intensas, Cowboy escolheu o caminho oposto: o do confronto direto e da estratégia declarada.
Ele próprio reconhece que via Alemão como a maior ameaça do jogo — e, por isso, passou a arquitetar paredões com o objetivo de enfraquecer o trio formado por Alemão, Iris e Fani. Essa oposição frontal acabou construindo a narrativa clássica de herói versus vilão, tão comum no BBB.
Estratégia que virou vilania
Do ponto de vista do jogo, Cowboy não agia escondido. Ele se posicionava, declarava votos e deixava claro quem queria fora da casa. No entanto, no BBB, quem enfrenta o favorito do público quase sempre assume automaticamente o papel de vilão.
Enquanto o triângulo amoroso movimentava emoções, torcidas e identificação, Cowboy era visto como quem "atrapalhava" a história que o público queria acompanhar.
O triângulo Alemão, Iris e Fani
A relação entre Alemão, Iris e Fani foi o coração emocional do BBB 7. Primeiro o envolvimento com Fani, depois a aproximação com Iris — tudo isso gerou torcida, debates e paixão fora da casa.
Cowboy entendeu rapidamente que aquele trio era forte não apenas no jogo, mas também na narrativa. Ao tentar desestabilizá-los, acabou sendo visto como o antagonista de uma história já comprada pelo público.
Vilão por estratégia, não por acaso
Ao relembrar sua trajetória no BBB 26, Cowboy deixa claro que sua imagem de vilão não surgiu do acaso. Ela foi construída a partir de escolhas conscientes: jogar de forma racional em um jogo movido por emoção.
No BBB, essa combinação costuma ter um preço alto. O público tende a abraçar quem emociona — e rejeitar quem ameaça essa emoção.
O que a conversa revela sobre o BBB
Ao revisitar o passado dentro da casa, Cowboy mostra que entende hoje o papel que ocupou. Sua história serve como exemplo clássico de uma regra não escrita do BBB: quem enfrenta o protagonista, vira vilão, mesmo jogando certo.
E, mais uma vez, o reality prova que não se trata apenas de estratégia, mas de narrativa, identificação e emoção.