O Big Brother Brasil sempre foi um terreno fértil para o surgimento de casais que conquistam o público, mas nem sempre a conta fecha em dois.
Ao longo de mais de duas décadas de exibição, a audiência acompanhou diversas configurações amorosas que fugiram do tradicional. Muitas pessoas se perguntam: BBB já teve trisal?
Essas dinâmicas triplas costumam ser o ponto alto do entretenimento, pois forçam os participantes a lidarem com sentimentos complexos sob o olhar atento de milhões de câmeras.
Seja por indecisão de uma das partes ou por uma atração que surge no meio de um casal já formado, os triângulos amorosos ditam o ritmo de muitas edições. Relembrar essas histórias é mergulhar na própria evolução do comportamento humano e social que o reality propõe a cada temporada.
1. O icônico triângulo de Diego Alemão, Íris e Fani
Falar de relações triplas no BBB sem mencionar a sétima edição é impossível. Diego Alemão, o grande vencedor do BBB 7, protagonizou o que talvez seja o triângulo amoroso mais famoso da televisão brasileira.
Ele se viu dividido entre o carisma de Íris Stefanelli e a sensualidade de Fani Pacheco. O público ficou hipnotizado pela química que o trio exalava, criando torcidas fervorosas para ambos os lados.
O diferencial desse caso foi a convivência harmoniosa em certos momentos. Fani e Íris, apesar de disputarem o mesmo homem, construíram uma amizade que desafiava a lógica da rivalidade feminina comum na época.
Alemão transitava entre o carinho romântico por "Siri" e a paixão avassaladora por Fani, criando uma narrativa que segurou a audiência até os momentos finais daquela edição histórica.
2. A polêmica entre Thyrso, Fabrício e Manuela
Voltando ainda mais no tempo, no BBB 2, o Brasil parou para acompanhar a disputa pelo coração de Manuela Saadeh.
De um lado, o cozinheiro Thyrso Mattos, que demonstrava um amor romântico e dedicado; do outro, o modelo Fabrício Amaral, que trazia um perfil mais despojado e aventureiro. Manuela ficou visivelmente dividida, o que gerou momentos de alta tensão e DRs intermináveis na casa.
Essa relação marcou o programa porque introduziu o conceito de "triângulo dramático". Thyrso sofria abertamente, ganhando a simpatia de uns e a crítica de outros que o achavam "grudento".
A indecisão de Manuela serviu para mostrar como a pressão do confinamento amplifica as dúvidas do coração. Tornando cada flerte um evento de proporções nacionais para os telespectadores do início dos anos 2000.
Dê uma espiadinha no quarto branco do BBB:
3. BBB 15 e o triângulo de Fernando, Aline e Amanda
Uma das tramas mais polêmicas e comentadas aconteceu no BBB 15. Fernando Medeiros iniciou um romance intenso com Aline Gotschalg logo nos primeiros dias.
Após a eliminação de Aline, no entanto, Fernando acabou se aproximando de Amanda Djehdian, com quem já mantinha uma relação de proximidade antes de se envolver com a loira. O envolvimento de Fernando e Amanda, após ele ter jurado amor eterno à Aline, gerou uma onda de indignação nas redes sociais.
O desfecho desse triângulo foi digno de novela. No dia da final, o reencontro dos três foi o momento mais esperado.
Curiosamente, a vida fora da casa deu voltas: Fernando e Aline acabaram se reconciliando, casaram-se e hoje formam uma família, provando que o que acontece sob a pressão do reality nem sempre reflete a realidade das escolhas definitivas da vida.
4. A lista dos triângulos que agitaram o reality
Para entender a magnitude desses encontros, vale listar os principais triângulos amorosos que passaram pela casa mais vigiada do país:
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Diego Alemão, Íris e Fani (BBB 7): O clássico absoluto da amizade e paixão dividida.
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Thyrso, Manuela e Fabrício (BBB 2): A primeira grande disputa amorosa da história do programa.
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Fernando, Aline e Amanda (BBB 15): Marcado pela traição e reviravoltas emocionais.
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Maria, Mau Mau e Wesley (BBB 11): Maria esperou por Mau Mau, foi rejeitada e acabou se envolvendo com Wesley, vencendo a edição.
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Bibi, Alan e Grazi Massafera (BBB 5): Alan se envolveu com Grazi após uma aproximação inicial com Juliana (Bibi).
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Carla Diaz, Arthur e Thaís (BBB 21): Embora o foco fosse Arthur e Carla, a proximidade de Arthur com Thaís gerou ciúmes e dúvidas.
5. O impacto psicológico das relações triplas no jogo
Por que esses triângulos são tão comuns no BBB? A psicologia do confinamento explica que a carência afetiva e a necessidade de alianças fazem com que os participantes busquem abrigo emocional rapidamente.
Quando três pessoas se envolvem, o jogo ganha uma camada extra de perigo. O "terceiro elemento" muitas vezes acaba sendo o vilão ou a vítima aos olhos do público, dependendo de como a edição narra os fatos.
Manter-se em um triângulo amoroso é uma faca de dois gumes. Se por um lado garante tempo de tela e protagonismo, por outro pode levar ao esgotamento mental e à perda de foco na competição.
A pressão para escolher um lado ou a culpa por ferir os sentimentos de alguém dentro da casa são fatores que desestabilizam até os jogadores mais frios. Assim, transformando o sonho do prêmio em um campo de batalha sentimental.
6. O futuro: teremos um trisal oficial no BBB?
Com a evolução das discussões sobre novos modelos de relacionamento, como o poliamor e as relações abertas, a expectativa para um trisal assumido no BBB é grande.
Nas edições mais recentes, como o BBB 24 e o atual BBB 26, os participantes entram com cabeças mais abertas, mas o formato do programa ainda favorece a exclusividade devido ao potencial de conflito que o ciúme gera.
Um trisal exigiria uma maturidade emocional que poucas vezes é compatível com o estresse do jogo. Entretanto, a audiência demonstra estar cada vez mais pronta para acompanhar formas de amar que saiam do óbvio.
Enquanto isso não acontece oficialmente, continuamos a nos deliciar e a nos irritar com os triângulos amorosos.