Advogado e ex-deputado: quem era o pai de Ana Paula Renault, do BBB 26?

Gerardo Renault faleceu neste domingo, 19, a dois dias da final do reality show em que a filha é finalista

19 abr 2026 - 22h15
Gerardo Renault e Ana Paula Renault
Gerardo Renault e Ana Paula Renault
Foto: Reprodução

Gerardo Renault, pai de Ana Paula Renault, finalista do BBB 26, faleceu neste domingo, 19, a dois dias da final do programa. A morte foi confirmada pela equipe da sister nas redes sociais. A pedido dele, a família optou por não comunicar a jornalista sobre a morte, para que ela siga participando do reality show.

Gerardo tinha 96 anos, era advogado, ex-deputado, e se manteve ativo até recentemente. Com histórico de hospitalizações, ele incentivou a filha a voltar para o Big Brother Brasil em busca do sonho dela.

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A jornalista já revelou que recebia apoio financeiro do pai e que foi ele quem a incentivou a aceitar o convite para voltar ao reality, enxergando no prêmio uma oportunidade de garantir maior estabilidade financeira.

Quem é o pai de Ana Paula?

Natural de Belo Horizonte, Gerardo nasceu em 1929 e completará 97 anos em setembro deste ano. Filho do securitário e comerciante René Renault com Maria Aparecida Machado Renault, construiu desde cedo uma trajetória ligada à vida pública e intelectual. Fez o curso secundário no Instituto Padre Machado e no Colégio Marconi, ambos na capital mineira.

Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela então Universidade de Minas Gerais (atual UFMG), concluiu a graduação em 1951. Ainda estudante, teve atuação intensa no movimento estudantil: foi secretário do Diretório Central dos Estudantes, vice-presidente da União Estadual dos Estudantes e da União Nacional dos Estudantes, além de presidir a Federação Brasileira de Desportos Universitários.

Carreira política

Gerardo Renault, Ana Paula e sua madrasta Ana
Foto: Reprodução @gerardorenault via Instagram / Estadão

A trajetória política de Gerardo começou cedo. Em 1951, foi eleito vereador de Belo Horizonte pela UDN, cargo que ocupou até 1966, sendo reeleito em sucessivos pleitos. Nesse período, integrou comissões permanentes e especiais da Câmara Municipal e representou o Brasil em eventos internacionais ligados ao movimento municipalista e universitário.

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Entre 1967 e 1979, atuou como deputado estadual de Minas Gerais, eleito pela Arena, partido que dava sustentação ao regime militar instaurado em 1964. Durante o período, foi relator da nova Constituição do estado e do Plano Quinquenal de Desenvolvimento de Minas Gerais, além de presidir comissões estratégicas na Assembleia Legislativa.

Em 1979, elegeu-se deputado federal, mandato que exerceu até 1983. Licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria Estadual de Agricultura no governo Francelino Pereira e, com o fim do bipartidarismo, filiou-se ao PDS, sucessor da Arena. Na Câmara dos Deputados, integrou comissões ligadas à agricultura e à política rural.

Em 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Já no Colégio Eleitoral de 1985, apoiou Paulo Maluf, derrotado por Tancredo Neves, que acabou falecendo antes da posse, sendo substituído por José Sarney.

Gerardo deixou a Câmara ao fim da legislatura, em 1987, e ainda tentou a vice-governadoria de Minas Gerais em 1986, ao lado de Murilo Paulino Badaró.

Atuação contínua

Gerardo Renault continuou ativo aos 96 anos
Foto: Reprodução @gerardorenault via Instagram / Estadão

Mesmo após se afastar dos mandatos eletivos, Gerardo manteve-se ativo. Advogado com escritório em Belo Horizonte, foi eleito, em 1991, presidente do Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, cargo que ocupa até hoje, sendo reconduzido em sucessivos pleitos ao longo das décadas.

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Segundo dados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, ele recebeu cerca de R$ 18 mil em novembro de 2025, já na condição de aposentado do Legislativo Federal, valor que chama atenção pela longevidade de sua atuação institucional.

Família tradicional na vida pública

A família Renault tem histórico relevante na política e na intelectualidade brasileira. Gerardo é primo de Abgar de Castro Araújo Renault, escritor, membro da Academia Brasileira de Letras e ministro da Educação e Cultura no governo de Nereu Ramos, entre 1955 e 1956. Abgar também atuou como ministro do Tribunal de Contas da União, enquanto seu irmão, Áureo Renault, foi secretário de Viação e Obras Públicas de Minas Gerais no governo Juscelino Kubitschek.

Gerardo foi casado inicialmente com Vera Cardoso Renault, com quem teve três filhos: Gisele, Rene e Cibele. Posteriormente, casou-se com Maria da Conceição Machado Renault, mãe de Ana Paula, que morreu em um acidente de carro em 1998, quando a jornalista tinha apenas 17 anos. Do relacionamento, nasceram Ana Paula e Maria Aparecida, conhecida como Cida.

Em entrevistas, Ana Paula já comentou que a mãe deixou uma herança significativa às filhas, o que contribuiu para sua estabilidade por muitos anos. Em 2016, ela esclareceu uma declaração feita durante o BBB16 sobre ter "bebido" um apartamento em Cabo Frio, explicando que, na verdade, vendeu o imóvel para viajar, investimento que considera ter valido a pena.

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Gerardo vivia em Belo Horizonte com a esposa Ana.

(*Com informações do Estadão)

Fonte: Portal Terra
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