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'Power Couple' tem gritaria, chilique, psicofobia e choro

Reality de casais da RecordTV é um teste para a saúde mental dos participantes e telespectadores

17 mai 2022 - 10h03
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‘Power Couple’ entrega a baixaria que o público adora ver
‘Power Couple’ entrega a baixaria que o público adora ver
Foto: Reprodução/TV

A dinâmica de domingo exibida na segunda-feira (16) fez o ‘Power Couple’ entregar em um único episódio mais ‘tiro, porrada e bomba’ do que todas as edições do Jogo da Discórdia do ‘BBB22’.

Matheus e Brenda de um lado do ringue, Nahim e Andréia na outra ponta. Foi uma das piores brigas já vistas em um reality show. Teve berros, xingamentos, risadas histéricas, dedo na cara e até provocação para embate físico.

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Um momento especialmente desagradável foi quando Andréia debochou de Brenda por ela fazer uso de medicação controlada. “Cheia de ansiolítico. Por isso está calminha”, disse, em flagrante psicofobia, a discriminação contra portadores de transtornos emocionais.

Descontrolado, Nahim chamou Matheus de “moleque covarde” e o desafiou a um ‘homem a homem’. O cantor, de 69 anos, com sérios problemas na visão, se mostrou realmente disposto a sair no braço com o empresário, de 27 anos.

Ainda bem que a turma do ‘deixa disso’ entrou em ação e separou os casais para evitar uma baixaria ainda maior. Matheus foi levado para um quarto, onde chorou de raiva. O episódio terminou com todos os maridos e esposas impactados pela confusão.

Previamente avisado pela imprensa e por perfis nas redes sociais, que usaram imagens da briga fornecidas pela RecordTV, os telespectadores garantiram a vice-liderança ao canal. Às 00h15, a atração comandada por Adriane Galisteu marcava 5 pontos, atrás apenas da Globo (11 pontos). Em terceiro no ranking, com 2.9, estava o SBT.

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Situações assim, com alto grau de tensão, afetam a saúde mental dos competidores. Podem servir de gatilho para reavivar más lembranças e traumas. Em casa, os telespectadores também são expostos ao mesmo risco.

Ok, só participa do programa quem quer e ninguém é obrigado a assistir. Realmente aquele que aceita entrar em um reality show está ciente dos prováveis efeitos nocivos à mente. E o público sabe bem o entretenimento ‘trash’ que o formato pode produzir.

Por que tanta gente se diverte ao acompanhar na TV a infelicidade de anônimos e famosos nesse tipo de programa baseado nos conflitos de convivência? Há várias explicações possíveis. Uma delas está associada à expressão em alemão ‘Schadenfreude’, formada pelas palavras ‘schaden’ (dano) e ‘freude’ (prazer).

Trata-se da alegria – sádica, obviamente – de testemunhar a desgraça alheia. Uma linha psicanalítica acredita que a pessoa se satisfaz ao constatar que não é a única a se dar mal na vida. Fica ainda mais eufórica quando vê a derrocada de gente poderosa e até então inabalável, como os famosos desconstruídos nos realities.

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Perdão pelo politicamente incorreto, mas o mundo é mesmo um hospício.

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