Na coletiva de imprensa de ‘Casa do Patrão’, dias antes da estreia, Boninho anunciou em tom de deboche a decisão de não permitir administradores para as redes sociais dos participantes.
“A gente matou os ADMs, não tem ADMs”, disse.
Os competidores têm acesso a um celular, duas vezes ao dia, para gravar vídeos que são postados em seus perfis.
“Nunca gostei” do trabalho e da possível interferência dos ADMs no jogo, explicou o diretor do programa.
Com a ordem, ele espera que ‘Casa do Patrão’ seja um “reality raiz”.
Há lógica na estratégia de Boninho, mas também se nota uma desconexão com a realidade.
As redes sociais são parte imprescindível para o sucesso ou o fracasso de uma atração de TV, assim como para a promoção de quem se expõe no vídeo.
São responsáveis pelo engajamento, geram notícias na imprensa e destacam momentos importantes do jogo — muitos deles não mostrados na TV.
Limitar o conteúdo nas contas dos competidores é desperdiçar uma ferramenta importante para impulsionar o reality.
E também prejudica os participantes. A maioria deles entra com a expectativa de ganhar milhares ou milhões de seguidores e se tornar influenciador após o fim da disputa.
Veja o caso do primeiro eliminado, Marcelo Skova: atraiu menos de 2 mil novos seguidores durante a permanência na casa. Um desempenho frustrante.
Nenhum outro competidor, até agora, conseguiu um crescimento relevante nas redes.
Ao invés de proibir o trabalho dos ADMs, Boninho deveria ter criado regras e um monitoramento para evitar erros e abusos.
Seria muito mais produtivo para todos.